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27/05/2010 - 17h33

Indústria de SP deve retomar nível pré-crise até junho

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade industrial paulista estava em abril 1,5 por cento abaixo do patamar pré-crise mundial e deve retomá-lo entre maio e junho. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou nesta quinta-feira seu Indicador do Nível de Atividade (INA) de abril.

O índice teve no mês passado a primeira queda desde fevereiro de 2009, de 0,4 por cento ante março, segundo dados com ajuste sazonal. Sem ajuste, o recuo foi de 5,6 por cento.

Em relação a abril de 2009, quando a economia brasileira ainda sofria os efeitos da crise global, a atividade subiu 13,6 por cento.

"Não estamos vendo interrupção do crescimento. Estamos tendo um sinal de que o ritmo de crescimento está se atenuando, o que é bom, porque o carrinho que está correndo, se ficar muito acelerado, não aguenta", disse Paulo Francini, diretor de pesquisa econômica da Fiesp.

Segundo ele, nos meses seguintes a indústria manterá a trajetória de crescimento vista até abril, mas em ritmo menor.

"Já estamos bastante próximos do nível de atividade de abril de 2008... e em maio ou junho voltamos ao nível de antes da crise, que é setembro de 2008."

A Fiesp acrescentou que no ano, até abril, a atividade industrial acumula avanço de 16,8 por cento e, em 12 meses, de 1,4 por cento.

Entre os setores, os destaques de queda em abril foram Veículos automotores, com recuo de 3,2 por cento sobre março, com ajuste sazonal, e Celulose, papel e produtos de papel, com baixa de 0,2 por cento.

O nível de utilização da capacidade instalada na indústria ficou em 82,0 por cento em abril com ajuste sazonal, ante 80,8 por cento em março e 79,4 por cento em igual mês do ano passado. Para Francini, esse patamar ainda é "comportado" e não gera preocupações inflacionárias.

A Fiesp também divulgou o Sensor, um indicador antecedente que mede o humor do empresário no mês corrente. O índice subiu para 57,6 em maio, ante 55,9 em abril. A linha de 50 divide o crescimento da retração. "O Sensor ressalta que não podemos ler a queda de abril como algo negativo", disse Francini.

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