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27/05/2010 - 12h55

Novelis investe US$ 300 milhões para ampliar capacidade em SP

SÃO PAULO (Reuters) - A Novelis, fabricante norte-americana de laminados de alumínio que atua também em reciclagem de latas para bebidas, anunciou nesta quinta-feira investimento de 300 milhões de dólares para ampliar sua capacidade de laminação no interior de São Paulo.

O valor representa o maior investimento isolado desembolsado pela Novelis desde a criação da empresa, há cinco anos.

O investimento permitirá a expansão da capacidade da fábrica em Pindamonhangaba em 50 por cento, para cerca de 600 mil toneladas de chapas de alumínio por ano. O projeto inclui um terceiro laminador a frio e novo centro de fundição de placas e deve entrar em operação no final de 2012.

"Muitos dos nossos clientes na América do Sul estão acelerando seus investimentos em instalações de fabricação de latas de alumínio", afirma em comunicado o vice-presidente de operações da Novelis, Phil Martens.

A Novelis também opera uma fábrica de folhas de alumínio em Santo André (SP), duas fábricas de alumínio primário em Ouro Preto (MG) e Aratu (BA) e nove usinas hidrelétricas em Minas Gerais.

Em março, Martens afirmou, durante o Reuters Mining and Steel Summit, que a Novelis, subsidiária do grupo indiano Hindalco Industries, previa um crescimento no consumo geral de alumínio de 6 a 8 por cento na América do Sul, vindo de demanda nova por latas de bebidas, principalmente cerveja.

Além disso, em termos de produtos industriais, o crescimento do mercado de trabalho do Brasil deve gerar mais demanda por produtos de alumínio e o vigoroso crescimento de investimentos do setor automotivo no país e também na Argentina está incentivando a necessidade por chapas finas de alumínio, comentou o executivo.

O anúncio do investimento ocorre no mesmo dia em que a ArcelorMittal divulga a construção de um segundo alto-forno em sua unidade de aços longos na localidade mineira de João Monlevade, Minas Gerais, em meio ao forte crescimento previsto para a economia brasileira para este ano e por conta de projetos de infraestrutura e habitação do governo.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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