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31/05/2010 - 16h39

Odebrecht quer ao menos 7 sondas do pré-sal

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, afirmou nesta segunda-feira à Reuters que o grupo vai participar de licitação de 21 sondas da Petrobras para o pré-sal, em que espera obter pelo menos sete delas.

A Petrobras já contratou cinco sondas da companhia, em um investimento da estatal de 3 bilhões de dólares, disse o executivo. A companhia petrolífera está licitando um total de 28 sondas.

O executivo afirmou ainda que a Odebrecht deve encerrar 2010 com alta de 11 por cento no faturamento, para cerca de 50 bilhões de reais.

A empresa vai investir de 3 bilhões a 4 bilhões de dólares por ano entre 2010 e 2012, comentou Odebrecht, citando que parte dos recursos serão destinados aos cerca de 30 a 40 projetos que a companhia desenvolve dentro do âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Existe uma grande disposição para investir no Brasil", disse o executivo referindo-se à empresa e a investidores internacionais. Ele estima que o país terá um crescimento entre 5 e 7 por cento este ano.

Sobre as necessidades de capital para os investimentos, o executivo comentou que "se o mercado se mantiver fechado, temos equity para os próximos cinco anos", disse o executivo.

Um dos setores de destaque é o imobiliário, no qual a empresa pretende entregar pelo menos 20 mil moradias dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, este ano. A companhia tem vendas contratadas de 40 mil unidades.

As unidades habitacionais são voltadas para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, disse o executivo.

Odebrecht afirmou ainda que diante da escassez de mão-de-obra no Brasil, a companhia está investindo 20 milhões de dólares este ano em treinamento de pessoal.

JOINT VENTURE

O presidente da Odebrecht concedeu a entrevista após o anúncio pela gigante aeroespacial europeia EADS de formação de uma joint venture com o grupo brasileiro.

Evitando dar detalhes sobre a parceria, Odebrecht afirmou que o negócio envolve a construção de uma fábrica no país voltada inicialmente a produtos para aplicações de defesa que também poderão ser usados para fins civis. Entre os produtos a serem fabricados pela joint venture estão equipamentos de controle, como radares, que poderão também serem exportados, disse o executivo.

A joint venture envolve a unidade Defence & Security da EADS, empresa controladora da fabricante de aviões Airbus.

"A EADS Defence & Security quer avançar de apenas fornecedora de vendas de alta tecnologia para o Brasil para a criação de uma base industrial no país com o desenvolvimento de uma parceria de longo prazo que inclui transferência de tecnologia sempre que for necessário", informou a EADS em comunicado.

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