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01/06/2010 - 19h03

China e BP pesam sobre commodities e arrastam Ibovespa

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista fechou a terça-feira no vermelho, pressionada pela baixa das ações de empresas de commodities, em meio à desaceleração da indústria chinesa e à queda global no setor de petróleo.

O Ibovespa cedeu 1,91 por cento, para 61.840 pontos. O giro financeiro da sessão ficou em 5,68 bilhões de reais.

O dia já começou negativo, após números mostrando uma desaceleração do setor manufatureiro da China levantarem temores de que o país importe menos produtos como metais, o que fez as empresas ligadas ao segmento recuarem.

O papel preferencial da Vale declinou 2,05 por cento, a 42,00 reais. Em algumas siderúrgicas, a pressão foi ainda mais forte.

Em destaque, Gerdau encolheu 3 por cento, para 24,25 reais.

Na bolsa paulista, o baque foi maior já que o Ibovespa havia subido 1,77 por cento na véspera, num dia em que os mercados acionários nova-iorquinos ficaram fechados devido a umferiado.

"Subiu meio no vazio ontem e, como virou tudo para baixo nas bolsas estrangeiras, acabou potencializando a queda aqui", disse Hamilton Moreira, analista sênior do BB Investimentos.

Uma piora acentuada do setor de petróleo no final da tarde, com os desdobramentos do gigantesco vazamento de óleo no Golfo do México, acabou pesando sobre Wall Street.

Na esteira de um novo fracasso na tentativa da British Petroleum de tentar controlar o vazamento e a abertura de um processo criminal do governo dos EUA contra a companhia aumentaram o mau humor com o segmento. Os ADRs da BP desabaram 15 por cento.

Na Bovespa, o movimento contaminou o papel preferencial da Petrobras, que caiu 3,2 por cento, a 28,65 reais.

OUTROS DESTAQUES

Individualmente, Cemig foi uma das piores do dia, retrocedendo 4,5 por cento, a 24,83 reais, após a companhia ter revisado para baixo na segunda-feira, em encontro com analistas, suas projeções para geração de caixa --o que lhe valeu comentários negativos das corretoras Itaú e Ativa.

BM&FBovespa recuou 2,2 por cento, a 11,86 reais, depois de reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirmando que a Receita Federal abriu investigação para verificar possíveis irregularidades em ganhos fiscais obtidos pela companhia.

Consultada, a Receita Federal não negou nem confirmou a investigação. Em comunicado, a bolsa disse ter agido em acordo com a lei na operação que lhe rendeu ganhos fiscais de 5,5 bilhões de reais.

Na ponta de cima do índice, Cielo ganhou 2,3 por cento, a 15,76 reais. A companhia avisou na noite de segunda-feira que fechou acordo com o HSBC Brasil e o banco vai usar a empresa como credenciadora preferencial de seus clientes.

No mesmo bloco, Vivo ganhou 2,3 por cento, valendo 51,12 reais. A Telefónica aumentou a oferta pela participação na Vivo detida pela Portugal Telecom em 14 por cento, para cerca de 6,5 bilhões de euros, afirmaram duas fontes próximas das negociações.

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