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01/06/2010 - 20h03

Governo eleva meta de exportações no ano a US$180 bi

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revisou nesta terça-feira a meta de exportações do país neste ano, de 168 bilhões para 180 bilhões de dólares.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, a revisão justifica-se pela tendência demonstrada nos cinco primeiros meses de 2010.

A balança comercial brasileira encerrou maio com superávit de 3,443 bilhões de dólares, maior saldo desde junho de 2009, com exportações de 17,702 bilhões de dólares e importações de 14,259 bilhões de dólares.

Analistas consultados pela Reuters previam saldo positivo de 2,8 bilhões de dólares, segundo mediana de 15 respostas que variaram de 1,7 bilhão de dólares a 3 bilhões de dólares.

No ano, o saldo positivo acumulado é de 5,617 bilhões de dólares, com exportações de 72,093 bilhões de dólares e importações de 66,476 bilhões de dólares.

O secretário explicou que houve aumento da quantidade de produtos exportados, mas também elevação do preço de commodities. Minério de ferro, petróleo e soja em grãos foram produtos que tiveram participação importante na lista de exportações brasileiras.

"Nós estamos aumentando as exportações, isso é positivo, isso é um aumento importante de saldo. O saldo teve um destaque nesse mês, mas é petróleo, minério de ferro e soja", explicou. "O aumento que nós tivemos, ou 50 por cento do aumento que nós tivemos de exportação, é variação de preço de commodity. O que é perigoso para o país."

O secretário lembrou que houve aumento de exportação em quantidade de autopeças, laminados e veículos de cargas.

"Produtos industrializados estão com o preço estável ou caindo. Justamente pela queda de demanda em mercados importantes como Europa e Estados Unidos", justificou Barral, citando os efeitos da crise econômica mundial.

No caso das importações, os destaques foram os bens de consumo, dentre eles, os automóveis. A importação dos bens de consumo, segundo Barral, aumentou 55 por cento em relação a maio de 2009, enquanto a de automóveis avançou 72,5 por cento considerando a média diária.

O mercado projeta para 2010, segundo o relatório Focus, superávit de 15 bilhões de dólares.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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