UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/06/2010 - 19h35

Setor de energia pressiona e NY fecha em baixa

Por Leah Schnurr

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos terminaram em queda nesta terça-feira, pressionadas pela baixa das ações do setor de energia.

A falha na mais recente tentativa de conter o vazamento de óleo da BP no Golfo do México colocou em xeque as perspectivas futuras para os lucros das empresas do setor. O governo norte-americano anunciou abertura de inquérito criminal para apurar o desastre.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,11 por cento, para 10.024 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,54 por cento, a 2.222 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 1,72 por cento, para 1.070 pontos.

Os investidores puniram ações de companhias diretamente envolvidas com o vazamento, e as perdas se aceleraram perto do fechamento após a notícia da investigação.

"O fato é que ninguém realmente pode quantificar o custo do desastre da BP", disse Gary Bradshaw, gerente de portfólio da Hodges Capital Management, em Dallas.

As ações da BP listadas nos EUA tombaram 15 por cento. As perdas refletiram a crescente frustração com a dificuldade de conter o pior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos.

Os ADRs da BP já perderam até agora 75,03 bilhões de dólares em valor desde 20 de abril, data da explosão que provocou o vazamento, e a relação entre o preço da ação e o lucro da empresa é a mais baixa entre todas as principais petrolíferas, devido ao desastre.

A sessão foi volátil durante todo o dia. Mais cedo, dados positivos da economia norte-americana deram algum suporte aos mercados.

O índice de atividade fabril do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 59,7 em abril, de 60,4 no mês anterior, mas ficou acima das expectativas do mercado, que previa queda do índice para 59 pontos.

O gasto com construção nos EUA aumentou 2,7 por cento --o maior avanço desde agosto de 2000--, após alta de 0,4 por cento em março .

Apesar dos números benignos, os investidores mantiveram a preocupação com o impacto da crise de dívida na zona do euro terá no crescimento econômico global. Endossando a apreensão, a atividade manufatureira no bloco e na China desacelerou em maio

.

Do lado positivo, os papéis da Apple subiram 1,5 por cento, depois que o sucesso no lançamento internacional do iPad levou analistas a elevarem as estimativas de lucro e vendas da companhia.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host