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15/06/2010 - 08h32

BC japonês anuncia US$33 bi em empréstimos a bancos

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O presidente do Banco do Japão disse nesta terça-feira que os mercados financeiros ainda não foram convencidos sobre os esforços da Europa para lidar com sua dívida, enfatizando a necessidade de o novo governo do país asiático ganhar a confiança dos investidores de que pode controlar seus débitos.

O banco central informou nesta terça-feira que emprestará até 3 trilhões de ienes (33 bilhões de dólares) a bancos comerciais sob um novo programa de financiamento que visa direcionar dinheiro para indústrias com potencial de crescimento.

O BC pretende começar a emprestar a partir de abril e aceitará pedidos até março de 2012.

O banco também decidiu em sua reunião de política monetária desta terça-feira manter a taxa básica de juro do país em 0,1 por cento, por unanimidade, em linha com o esperado pelo mercado.

Os problemas fiscais na Europa e as crescentes preocupações dos mercados sobre os riscos para a dívida soberana levaram o novo primeiro-ministro, Naoto Kan, a fazer da administração da dívida, que atualmente é o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sua prioridade.

"É muito importante (para o governo) assegurar a confiança dos mercados na disciplina fiscal. Reconhecemos que essa questão se tornou mais importante desde que os mercados financeiros europeus foram abatidos pelos problemas da Grécia", disse o presidente do BC, Masaaki Shirakawa, em entrevista coletiva após a reunião.

As agências de rating ameaçaram cortar a avaliação da dívida do Japão, a menos que o país anunciasse um plano crível de redução. Mas, apesar da elevada quantia de dívida, não há preocupações sobre a habilidade do Japão de financiar seus déficits no curto prazo devido à ampla poupança doméstica.

O programa anunciado nesta terça-feira oferecerá empréstimos de um ano com juros de 0,1 por cento a bancos que financiarem projetos em indústrias com potencial de crescimento.

Analistas, no entanto, têm dúvidas sobre a efetividade do programa, já que o valor de 3 trilhões de ienes representa apenas 0,7 por cento do total de empréstimos bancários do Japão.

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