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19/06/2010 - 13h14

Geithner saúda implementação de mudanças no iuan

WASHINGTON (Reuters) - O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse que recebeu bem a decisão da China de tornar a taxa do iuan mais flexível, e pediu uma "vigorosa implementação" da mudança.

"Saudamos a decisão da China de aumentar a flexibilidade de sua taxa de câmbio," afirmou Geithner em comunicado emitido pelo Departamento do Tesouro dos EUA. "A implementação vigorosa dará uma contribuição positiva para um crescimento global forte e equilibrado. Esperamos continuar nosso trabalho com a China no G20 e bilateralmente para fortalecer a recuperação (da economia)."

O banco central da China anunciou no começo deste sábado que irá gradualmente tornar a taxa de câmbio do iuan mais flexível, indicando que o país está pronto para quebrar o preço fixo do dólar, que já dura 23 meses e se tornou foco de intensas críticas dos Estados Unidos e outras nações.

O Banco Popular da China descartou a valorização única ou a uma grande apreciação esperada pelos críticos, dizendo que "não havia bases para grandes flutuações ou mudanças" na taxa de câmbio.

A medida foi tomada antes de um encontro do G20 em Toronto, onde o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes devem aumentar a pressão por uma mudança. Ao fixar a cotação do iuan ao dólar, parlamentares norte-americanos disseram que Pequim ganhou vantagens comerciais que custaram empregos nos EUA.

Geithner tem tentado uma aproximação mais suave em relação à China nas últimas semanas sobre a taxa do iuan, atrasando um relatório do Departamento de Tesouro sobre se a China manipulava o valor de sua moeda. Tal descoberta causaria negociações com a China envolvendo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e poderia levar a sanções comerciais punitivas.

Mas o Congresso dos EUA está ficando impaciente e ameaçando com a formulação de possíveis leis relativas ao iuan. Obama fortaleceu sua retórica em relação às políticas de taxa de câmbio da China na semana passada, dizendo aos seus colegas do G20 em uma carta que moedas flutuantes eram essenciais para a atividade econômica mundial.

(Reportagem de David Lawder)

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