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26/06/2010 - 12h41

Premiê indiano: cortar estímulo cedo atrapalharia recuperação

TORONTO (Reuters) - Alertando para o risco de deflação, o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh disse que o grupo das maiores economias do mundo não deveria começar a controlar seus orçamentos ainda mas sim coordenar suas políticas para garantir uma recuperação econômica sustentável.

"Pessoalmente acho que cortar os estímulos fiscais muito cedo representa um risco considerável para o mundo", Singh disse ao Toronto Star numa entrevista publicada no sábado, pouco depois de sua chegada ao encontro do G20 que se realizará em Toronto neste fim de semana.

"Neste momento, o perigo de deflação da economia global é, na minha opinião, muito maior que o perigo de inflação", disse.

A reunião do G20 acontece em meio a um debate sobre como melhorar as finanças públicas sem comprometer a recuperação econômica global após a crise financeira.

Os Estados Unidos têm dito que a recuperação pode sofrer se alguns países da Europa continuarem a acelerar medidas para reduzir seu déficit e sua dívida.

Singh disse que a maneira como a Europa está lidando com seus problemas de dívida seria "um fator determinante importante sobre como o mundo vai avançar".

A Índia recentemente começou a cortar seus próprios programas de estímulo econômico anunciados depois da crise financeira.

O país já delineou um mapa para reduzir seu déficit para 4,1 por cento do PIB até o fim de março de 2013. Atualmente, o orçamento do país prevê um déficit de 5,5 por cento do PIB no ano fiscal que se encerra em março de 2011 .

A terceira maior economia da Ásia deve crescer 8,5 por cento este ano, depois de uma expansão de 7,4 por cento em 2009.

(Reportagem por C.J. Kuncheria)

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