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27/06/2010 - 13h36

Índia diz que pressa para cortar estímulos pode levar à recessão

TORONTO (Reuters) - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, advertiu neste domingo do risco de uma recessão de dois dígitos se os países simultaneamente cortarem os gastos do governo, recomendando uma abordagem diferenciada para lidar com o déficit público.

"Políticas contracionistas, se seguidas por muitos países industrializados ao mesmo tempo, poderiam provocar uma recessão de dois dígitos", disse Singh a seus colegas do G20 reunidos para o último dia de cúpula no Canadá.

"Gostaria, portanto, de dizer que devemos dar prioridade para consolidar a recuperação, e também dar passos para lidar com os problemas da dívida soberana", afirmou.

Os líderes do G20 devem anunciar um esforço concertado para reduzir pela metade os déficits do sector público no prazo de três anos, assim como estabilizar a dívida pública, mas também reconhecer que o início deste processo acontecerá em velocidades diferentes, de acordo com um esboço do comunicado obtido pela Reuters.

Singh, que tem doutorado em economia pela Universidade de Cambridge, disse que os países, com exceção daqueles com "estresse fiscal excepcional", deveriam adotar uma "abordagem cuidadosamente diferenciada" para cortar os estímulos, dependendo das circunstâncias individuais.

A Índia, ele disse, deverá reduzir pela metade seu déficit fiscal até 2013/14.

A projeção indica que a terceira maior economia da Ásia atingirá um déficit de 5,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no atual ano fiscal, que termina em março de 2011.

Singh pediu aos países em desenvolvimento que reduzam sua dependência das exportações e reanimem a demanda doméstica por meio do aumento de investimentos na infraestrutura.

(Reportagem de C.J. Kuncheria)

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