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01/07/2010 - 17h18

Airbus e Boeing divergem sobre ajuda para novos jatos

Por Tim Hepher

PARIS (Reuters) - A Airbus e a Boeing divergiram sobre a ajuda à próxima geração de jatos de passageiros europeus na quinta-feira, enquanto surgiam os detalhes do campo de batalha para as possíveis apelações após uma importante decisão comercial sobre subsídios às construtoras de aeronaves.

Ambos os lados cantaram vitória citando seus pontos favoritos numa decisão de mil páginas apresentada na quarta-feira pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que determinou que os países europeus retirem os subsídios proibidos à Airbus para a construção do superjumbo A380.

A OMC também criticou subsídios menores a outros modelos de aeronave da Airbus, mas rejeitou diversos pontos propostos pelos EUA.

Os EUA afirmam que a decisão indicou que os países da União Europeia devem se abster de oferecer mais financiamentos para o futuro Airbus A350.

A Boeing também afirmou que a Airbus deveria pagar de volta cerca de 4 bilhões de dólares de empréstimos passados ao A380 ou reestruturá-los para torná-los comerciais.

A Airbus rejeitou ambos os pontos, afirmando que o painel não havia dito como os subsídios deveriam ser devolvidos nem havia rejeitado o sistema de financiamento europeu como um todo, apenas especificidades diversas.

"Apesar do pensamento fantasioso da Boeing, o A350 permanece intocado pelas conclusões da OMC. Juntos com os quatro governos estamos avançando a toda velocidade," disse o diretor de comunicações da Airbus, Rainer Ohler.

Normalmente a Airbus recebe adiantamentos de seus quatro países fundadores - Grã-Bretanha, França, Alemanha e Espanha - para o desenvolvimento de aviões que, segundo a empresa, são pagos de volta regularmente com royalties.

A Boeing insistiu que foi estabelecido um princípio legal.

"O prosseguimento dos planos de fornecer 4,5 bilhões de dólares de dinheiro do contribuinte à Airbus para o A350 sem ser nos termos de mercado seria não apenas inaceitável, mas proibido pela determinação da OMC," disse o porta-voz Charlie Miller.

"Já era hora de a Airbus manter-se sobre os próprios pés. Ela é uma companhia madura, a maior produtora de aeronaves comerciais do mundo com um caixa de quase 9 bilhões de euros. Ela é perfeitamente capaz de financiar o desenvolvimento de aeronaves usando dinheiro próprio e empréstimos comerciais."

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