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01/07/2010 - 09h49

Indústria fica estável e frusta previsões de alta

RIO DE JANEIRO, 1º de julho (Reuters) - O desempenho da indústria brasileira ficou abaixo do esperado em maio, contrariando a expectativa de analistas de uma retomada do crescimento após o setor ter registrado em abril a primeira queda do ano.

A atividade ficou estável em maio ante abril e cresceu 14,8% contra igual mês de 2009, no sétimo mês de alta anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Em 2010 até maio, a produção industrial brasileira acumula expansão de 17,3 % e nos últimos 12 meses, de 4,5%.

Analistas consultados pela Reuters projetavam alta de 1,5% mês a mês --com faixa de previsões entre 1,1% e 2,3% -- e avanço anual de 17,6% --com estimativas entre 17% e 19%.

A média móvel trimestral manteve a trajetória de alta iniciada em março de 2009, mas diminuiu o ritmo de expansão para 0,8% em maio, ante 1,3% em abril.

Em maio sobre abril, a produção cresceu em 16 setores industriais e caiu em 11. Os destaques positivos foram de Bebidas (4,8%), Material eletrônico e equipamentos de comunicações (6,1%) e Veículos automotores (1,4%). As principais pressões negativas decorreram de Refino de petróleo e produção de álcool (-4,6%), Alimentos (-1,7%) e Farmacêutica (-4,6%).

Entre as categorias de uso, em maio ante abril, o setor de bens de capital teve a maior alta, de 1,2%, seguido por bens intermediários e bens de consumo duráveis, com variação positiva de 0,1% cada. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis caiu pelo segundo mês, em 0,9%.

Na comparação com maio de 2009, 23 dos 27 setores tiveram aumento da produção, com destaque para Veículos automotores (29%), Máquinas e equipamentos (39,1%) e Metalurgia básica (29,5%).

Todas as categorias de uso tiveram aumento: bens de capital com 38,5%, bens intermediários com 15,8%, bens de consumo duráveis com 15,4%, e bens de consumo semi e não duráveis com 5,1%.

A base de comparação do ano passado é fraca, já que a indústria ainda estava sendo afeta pela crise mundial de crédito no primeiro semestre e, portanto, as variações são bastante fortes.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Vanessa Stelzer)

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