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08/07/2010 - 10h50

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda

WASHINGTON (Reuters) - O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu mais que o esperado na semana passada, para o menor nível em dois meses, oferecendo uma cautelosa esperança sobre a recuperação econômica, que havia dado sinais de exaustão.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 21 mil na semana terminada em 3 de julho, para 454 mil, com ajustes sazonais. Foi o menor nível desde o início de maio, informou o Departamento do Trabalho dos EUA.

Analistas ouvidos pela Reuters previam queda para 460 mil.

"Eu acho que nós estamos sendo muito rápidos em desconsiderar o potencial de crescimento na segunda metade do ano. Eu não acho que será tão fraco quanto se imaginava", disse Chris Rupkey, economista-chefe do Bank of Tokyo-Mitsubishi, em Nova York.

Na última semana, a média móvel de quatro semanas dos novos pedidos de auxílio-desemprego, tida como uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, caiu 1.250, para 466 mil.

Embora uma autoridade o Departamento do Trabalho tenha dito que não há nada de atípico no relatório, o declínio nos pedidos pode ter sido exagerado pelo fato da General Motors estar limitando o fechamento sazonal de fábricas para o verão.

A GM anunciou no mês passado que nove das 11 fábricas domésticas continuarão a operar durante o fechamento de 28 de junho a 9 de julho para cumprir a demanda por alguns modelos.

No mês passado, o setor privado dos EUA criou 83 mil empregos após gerar apenas 33 mil em maio, disse o governo na sexta-feira. A economia como um todo, porém, cortou 125 mil empregos, com o governo demitindo 225 mil trabalhadores temporários para o censo.

Com a alta do desemprego, o gasto do consumidor norte-americano desacelerou. Mas promoções ajudaram as vendas em algumas das maiores redes varejistas do país em junho.

Na última semana de junho, a quantidade de pessoas que ainda recebia benefícios por desemprego após uma semana inicial de ajuda caiu para 4,41 milhões, o menor número desde novembro do ano passado, disse o Departamento do Trabalho. O nível ficou bem abaixo das expectativas do mercado para 4,60 milhões.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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