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16/07/2010 - 19h16

Confiança e balanços fracos derrubam Wall Street

Por Leah Schnurr

NOVA YORK (Reuters) - Os frágeis dados de confiança do consumidor e as fracas receitas de GE e de dois grandes bancos norte-americanos derrubaram as bolsas de valores dos Estados Unidos nesta sexta-feira.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,52 por cento no encerramento, para 10.097 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 3,11 por cento, para 2.179 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 2,88 por cento, para 1.064 pontos.

No acumulado da semana, o Dow caiu 1 por cento, o S&P 500 cedeu 1,2 por cento e o Nasdaq recuou 0,8 por cento.

A queda no S&P 500 foi uma quebra decisiva de uma alta de 8 por cento ao longo das últimas duas semanas. Os investidores perderam a esperança de que a forte temporada de balanços corporativos possa superar as dúvidas com as perspectivas econômicas.

"A recuperação da economia raramente ocorre de forma regular", disse Gail Dudack, estrategista-chefe de investimento do Dudack Research Group, em Nova York.

"Ela (a retomada) é muito sensível a qualquer coisa que ajude ou prejudique a confiança, do lado corporativo e do consumidor também."

General Electric, Bank of America e Citigroup se somaram à lista de importantes companhias que superaram as expectativas de Wall Street, mas investidores se desfizeram de algumas ações das três empresas após as companhias reportarem queda nas receitas trimestrais.

"O próximo passo dos balanços se concentrará nas receitas e elas desaceleraram junto com o consumo e a economia no segundo trimestre", disse Dudack.

As ações do Bank of America, maior banco dos Estados Unidos, despencaram 9,2 por cento, influenciando a queda de 4,4 por cento do índice financeiro do S&P, com investidores duvidosos sobre como os bancos vão gerar dinheiro mais à frente.

Os papéis da GE derraparam 4,6 por cento, enquanto os do Citigroup perderam 6,3 por cento.

O Google recuou 7 por cento, após a companhia divulgar um lucro trimestral que pela primeira vez em dois anos não correspondeu às expectativas do mercado.

Um relatório mostrou que a confiança do consumidor no início deste mês saiu de perto da máxima em dois anos e meio, com preocupações sobre a renda e o emprego. O índice Thomson Reuters/Universidade de Michigan recuou para 66,5, ante 76,0 em junho. O dado ficou abaixo das expectativas do mercado, de 74,5 .

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