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19/07/2010 - 11h41

Caixa descarta mudança em valores de Minha Casa Minha Vida 1

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - O vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, descartou nesta segunda-feira que ocorram ajustes nos valores para a primeira fase do programa Minha Casa Minha Vida, acrescentando que as alterações em valores de imóveis e faixas de renda estão previstas apenas para a segunda etapa do programa.

"Não esperem reajuste para este ano, a primeira fase vai acabar com os valores que forem iniciados". Hereda disse não ter dúvidas de que a meta de contratações para a faixa de 0 a 3 salários mínimos, que corresponde a 400 mil unidades, será cumprida até o início de setembro com os atuais valores.

"Encerraremos as contratações de 0 a 3 salários mínimos entre o final de agosto e início de setembro, quando já passaremos a receber propostas para o Minha Casa Minha Vida 2".

A Caixa informou nesta segunda-feira que desde o lançamento do programa Minha Casa Minha Vida em abril de 2009 foram contratadas mais de 551 mil unidades de um total de 952 mil propostas recebidas.

De acordo com Hereda, até o fim de 2010 serão entregues pouco mais de 300 mil unidades. "No segundo semestre haverá maior entrega do que está em produção... na faixa de renda até 3 salários mínimos, serão entregues este ano cerca de 140 mil moradias".

VOLUME RECORDE NO 1o SEMESTRE

A Caixa fechou o primeiro semestre de 2010 com um volume recorde de 34,1 bilhões de reais em crédito imobiliário, em mais de 5,75 mil contratos, o que significa um crescimento em valor de 95,1 por cento ante o mesmo período de 2009.

Segundo Hereda, do total liberado, 16,48 bilhões de reais foram destinados ao programa Minha Casa Minha Vida. O montante liberado no primeiro semestre superou todo o volume destinado a moradias no ano de 2008, quando foram emprestados 23,3 bilhões de reais.

Até o final desde ano a Caixa estima que a aplicação de recursos em crédito imobiliário supere 60 bilhões de reais.

Questionado sobre como a instituição irá se capitalizar para cumprir as elevadas previsões, Hereda disse que até o final do ano a Caixa pretende lançar Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) como um teste para ser mais uma fonte de financiamento do banco.

"Temos procurado também captar mais poupança (a Caixa detém hoje 34 por cento do mercado), buscar recursos fora do país também é um alternativa considerada... não para agora, mas com o tempo deve acontecer", explicou Hereda.

Ele acrescentou que uma forma de capitalização nos moldes da realizada pelo Banco do Brasil não vem sendo estudada pelo banco junto à Fazenda.

A Caixa mantém a expectativa de que o crédito imobiliário corresponda a 10 por cento do PIB do país até o final de 2015. Hoje essa proporção, segundo a Caixa, é inexpressível.

"O desempenho da Caixa em financiamento habitacional é compatível com o atual ciclo de desenvolvimento econômico e de inclusão social do país", explicou a presidente da Caixa, Maria Fernandan Ramos Coelho.

No Estados de São Paulo foram financiados no 1o semestre 128.874 imóveis, em relação as 110.450 unidades em igual intervalo no ano passado.

Em termos de valores houve um aumento de 71,72 por cento em São Paulo, passando de 5,3 bilhões no primeiro semestre de 2009 para 9,1 bilhões na primeira metade deste ano.

Segundo a Caixa, se este ritmo for mantido, até o final do ano o volume de financiamentos habitacionais em São Paulo ultrapassará os 12 bilhões de reais registrados em 2009.

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