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19/07/2010 - 15h17

Guarda iraniana desiste de participação em campo gigante de gás

Por Ramin Mostafavi

ASSALUYEH (Reuters) - A Guarda Revolucionária iraniana não vai participar do desenvolvimento da parte de Teerã no maior campo de gás natural do mundo, anunciou na segunda-feira um alto funcionário do setor de exploração de gás.

"A Khatam al-Anbia desistiu de participar do desenvolvimento de qualquer uma das fases do campo de gás South Pars", disse Mohammad Hassan Mousavizadeh a jornalistas. A Khatam al-Anbia é a empresa de engenharia e construção da Guarda Revolucionária.

Atingida pelas sanções impostas pelas Nações Unidas e os Estados Unidos, a Guarda Revolucionária vem exercendo papel econômico crescente na República Islâmica desde que o presidente de linha dura Mahmoud Ahmadinejad chegou ao poder, em 2005.

"A retirada não se deveu a problemas financeiros da Guarda. Ela não criará qualquer problema para o desenvolvimento do campo", disse o funcionário.

Depois de a empresa norueguesa Kvaerner ter desistido de participar da exploração do campo, o desenvolvimentos das fases 15 e 16 de South Pars foi entregue à Khatam al-Anbia, em 2006.

Em maio o grupo assinou um acordo comprometendo-se também a desenvolver três outras fases de South Pars, a maior reserva mundial de gás natural.

A resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada em junho incluiu em uma lista negra 15 firmas pertencentes ao Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica.

Mousavizadeh disse que a desistência da Guarda não vai atrasar o projeto.

"A implementação do projeto de desenvolvimento não será atrasada. Qualquer empresa que não puder concluir o projeto no prazo previsto será substituída", disse ele.

Países estrangeiros estão investindo no campo, mas as sanções levaram empresas ocidentais a tratar o Irã com cautela.

O Ocidente suspeita que o Irã tenha o objetivo de desenvolver armas nucleares, mas Teerã diz que quer apenas gerar eletricidade.

Washington, em 2007, descreveu a Guarda Revolucionária como proliferadora de armas de destruição em massa, e, em junho, disse que vai punir as instituições bancárias internacionais que tiverem envolvimento com a Guarda.

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