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20/07/2010 - 14h06

Encomendas de aviões comerciais surpreendem e supera defesa

Tim Hepher e Rhys Jones

FARNBOROUGH, Inglaterra (Reuters) - As encomendas de aviões comerciais de grande porte roubaram o espetáculo no salão de aeronáutica de Farnborough, nesta terça-feira, e empresas latino-americanas compartilharam os holofotes em companhia do setor de leasing que volta a crescer.

E em um dia que era aguardado com expectativa positiva para as encomendas militares, as notícias foram em geral ruins para o setor de defesa, porque a Itália cancelou um pedido de 25 Eurofighters e um ministro britânico declarou que o setor precisa cortar custos ou sofrer um cancelamento de programas.

A companhia de aviação chilena LAN Airlines encomendou 50 Airbus 320, no valor de mais de us$ 4 bilhões; a Flybe assinou contrato de mais de US$ 5 bilhões para aviões produzidos pela Embraer; e novas encomendas para a Boeing são aguardadas no final do dia pelo pioneiro do leasing de aviões Steve Udvar-Hazy.

Todas essas transações parecem ter devolvido o destaque às vendas de aviões comerciais, especialmente a novos mercados que serão vistos como os mais prováveis propulsores de crescimento do setor nos próximos anos.

"A demanda vinda de companhias de aviação, em oposição a companhias de leasing, está localizada principalmente na Ásia, América do Sul, Oriente Médio e até Rússia, todos vistos como mercados em crescimento", disse Howard Wheeldon, estrategista sênior na BGC Partners.

"Minha dúvida é: onde estão os pedidos europeus e norte-americanos? Será que ressurgirão dentro de dois anos? Isso é improvável. O setor de aviação civil está melhor do que esteve, mas ainda não recuperou sua melhor forma sobre isso", disse ele.

Os orçamentos militares e comerciais contrastam fortemente. O setor privado vem gastando com mais liberdade do que nos dois anos passados. Enquanto isso o ministro britânico de Defesa, Liam Fox, participou do evento para declarar que os programas militares do país são caros demais.

"Os atuais programas de defesa têm custo inacessível, e a realidade que não se pode contornar é que uma mudança virá", disse ele a jornalistas, acrescentando posteriormente que "o setor precisa nos ajudar, por meio de corte de custos e ganhos de eficiência".

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