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05/08/2010 - 18h59

Dados de emprego e varejo derrubam Wall Street

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas terminaram em queda nesta quinta-feira, após um inesperado aumento nos pedidos de auxílio-desemprego e dados apáticos sobre vendas no varejo minarem o otimismo de investidores um dia antes do relatório mensal de postos de trabalho.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, teve oscilação negativa de 0,05 por cento, a 10.674 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,46 por cento, para 2.293 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 0,13 por cento, para 1.125 pontos.

Investidores demonstraram cautela antes do relatório geral de emprego na sexta-feira e após o S&P 500 contabilizar alta de 10 por cento desde 2 de julho. Dados divulgados nesta quinta-feira mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 479 mil, maior nível desde o início de abril .

"Os números de pedidos hoje vieram bem fracos e obviamente têm uma implicação negativa no relatório de emprego amanhã", disse Phil Orlando, estrategista-chefe de mercado de ações da Federated Investors, em Nova York.

"Mas o importante amanhã vai ser quais as tendências básicas e permanentes no emprego privado, nos postos de trabalho na indústria, na avaliação das famílias etc."

Caso o dado de emprego na sexta-feira faça o S&P 500 superar a máxima de junho, análises gráficas mostram que faltará pouco para que o índice amplie ainda mais os ganhos.

"O nível importante é 1.131 (pontos), a máxima intradia em 21 de junho. Isso é o tipo de coisa em que estamos de olho", afirmou Craig Peskin, um dos analistas de pesquisa técnica da Concept Capital, em Nova York.

Na sexta-feira, serão divulgados os dados gerais de emprego nos Estados Unidos. Economistas consultados pela Reuters esperam que o relatório mostre uma perda de 65 mil postos em julho, excluindo o setor agrícola, devido ao fechamento das vagas abertas temporariamente pelo Censo. O mercado de trabalho privado, contudo, deve ter gerado 90 mil empregos.

A fraqueza nos gastos dos consumidores norte-americanos também ocupou o foco, depois que as 28 varejistas monitoradas pela Thomson Reuters reportaram que as vendas de julho em lojas abertas há pelo menos um ano subiram apenas 2,9 por cento, um pouco abaixo da expectativa que apontava ganho de 3,1 por cento.

Entre as empresas do setor, a ações da JC Penney desabaram 7,7 por cento, enquanto as da Aeropostale recuaram 5,7 por cento.

O índice de varejo do Morgan Stanley cedeu 0,4 por cento.

(Reportagem adicional de Doris Frankel e Rodrigo Campos)

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