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05/08/2010 - 12h49

Pedidos de auxílio-desemprego aumentam nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos subiu inesperadamente na última semana, mostraram dados nesta quinta-feira, destacando a fraqueza do mercado de trabalho e a fragilidade da recuperação econômica norte-americana.

O acréscimo no número de pedidos foi de 19 mil, totalizando 479 mil com ajuste sazonal na semana terminada em 31 de julho, informou o Departamento de Trabalho dos EUA. É a maior quantidade de pedidos desde o início de abril.

Analistas consultados pela Reuters previam uma queda para 455 mil, ante a leitura de 457 mil feita na semana anterior que foi revisada para 460 mil nesta quinta-feira.

"A história é que qualquer recuperação no emprego será muito lenta. É possível que nós ainda tenhamos desemprego de 9,5 por cento ou terrivelmente perto disso até o fim do ano", disse Scott Wren, estrategista sênior de ações da Wells Fargo Advisors em St. Louis.

A média móvel de quatro semanas de novos pedidos de auxílio-desemprego, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho por excluir a volatilidade semanal, subiu 5.250, para 458.500.

Uma autoridade do Departamento de Trabalho disse que não há nada de incomum nos dados.

Os números desta quinta-feira têm pouco impacto sobre o relatório do governo sobre o emprego em julho (que será divulgado na sexta-feira), pois fica de fora do período pesquisado.

De acordo com uma pesquisa da Reuters, a economia dos EUA deve ter cortado 65 mil empregos no mês passado, após 125 mil demissões em junho, com trabalhadores contratados para o censo do país sendo dispensados.

Espera-se que o setor privado tenha aberto apenas 90 mil vagas e que a taxa de desemprego tenha subido para 9,6 por cento, de 9,5 por cento em junho.

Após diminuir rapidamente em 2009, a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego se ancorou neste ano acima da faixa de 400 a 450 mil que, segundo analistas, representa geração de emprego sustentável.

Na semana terminada em 24 de julho, 4,54 milhões de pessoas ainda recebiam benefícios após uma semana inicial de auxílio, 34 mil a menos que na semana anterior. Analistas ouvidos pela Reuters previam queda para 4,54 milhões.

O número de pessoas que ainda recebem benefícios de emergência aumentou 60.993, para 3,31 milhões, na semana terminada em 17 de julho.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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