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11/08/2010 - 18h54

Bovespa cai à mínima em 6 semanas por China e EUA

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O recrudescimento dos temores de que a economia global volte a desacelerar, em meio ao pessimismo com Estados Unidos e China, levaram a Bovespa ao seu pior dia em seis semanas nesta quarta-feira.

Apertado sobretudo por ações de commodities, a principal ligação do Brasil com o comércio global, o Ibovespa caiu 2,13 por cento, aos 65.790 pontos, emendando a quarta sessão seguida no vermelho. O giro financeiro da sessão ficou em 5,3 bilhões de reais.

Segundo profissionais do mercado, o perigo de um revés na retomada da economia global cresceu desde a véspera, diante das mais recentes sinalizações de duas das principais economias do mundo.

"Parece que o ciclo de recuperação global vai demorar mais tempo do que se imaginava", disse o diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud.

A China, um dia depois de assustar os investidores com a notícia de que suas importações desaceleraram, voltou à carga, anunciando que o crescimento anual da sua produção industrial perdeu força em julho.

Na bolsa paulista, ações de empresas de metais mais uma vez caíram forte. MMX perdeu 3,9 por cento, para 12,18 reais. O papel preferencial da Vale perdeu 2,8 por cento, a 42,38 reais.

Nem mesmo CSN conseguiu se segurar, após ter animado analistas ao reportar resultados vigorosos do segundo trimestre, e tombou 3,9 por cento, 29,05 reais.

Mais uma vez, o temor de desaceleração da já frágil recuperação global pesou também sobre o setor de petróleo, atingindo em cheio o papel mais importante do Ibovespa, a ação preferencial da Petrobras, que caiu 3,2 por cento, a 27,50 reais.

Já nos EUA, a análise sobre os anúncios feitos pelo Federal Reserve na terça-feira ganharam contornos mais preocupantes. Ao manter o juro perto de zero, o BC norte-americano afirmou que a economia local desacelerou nos últimos meses. Por isso, vai retomar o programa de compras de títulos públicos para incentivar a expansão do crédito.

"Isso é um sinal de que as coisas não vão bem e os estímulos vão ser necessários por mais tempo", afirmou Daoud.

Entre as poucas altas do dia, apareceram papéis de empresas ligadas ao mercado doméstico. Foi o caso de Lojas Renner, com avanço de 1,9 por cento, a 54 reais.

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