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11/08/2010 - 21h30

Custos e despesas operacionais afetam Copel no 2o tri

SÃO PAULO (Reuters) - O forte crescimento dos custos e despesas operacionais no segundo trimestre derrubaram o lucro líquido da Copel na comparação com igual período do ano passado.

Entre abril e junho, a estatal paranaense que atua em geração, transmissão e distribuição de energia lucrou 135,7 milhões de reais, menos da metade dos 290 milhões de reais registrados um ano antes.

O resultado foi bastante inferior à estimativa média de seis analistas consultados pela Reuters, de lucro líquido trimestral de 210,5 milhões de reais.

No acumulado do primeiro semestre, o lucro da Copel foi de 360 milhões de reais, queda de 36 por cento ante os mesmos meses de 2009.

A receita líquida nos três meses até junho subiu 6 por cento ante o segundo trimestre de 2009, para 1,4 bilhão de reais. O mercado de energia cativo da Copel cresceu 6 por cento no segundo trimestre, chegando a 5.283 gigawatts-hora (GWh).

O faturamento no semestre apresentou crescimento de 8,3 por cento, para 2,9 bilhões de reais, com alta de 7,1 por cento no mercado de energia cativo da companhia.

Os custos e as despesas operacionais subiram 33,4 por cento no segundo trimestre, chegando a 1,3 bilhão de reais. O maior peso foi o de gastos com energia elétrica comprada para revenda, que dispararam 73,7 por cento de abril a junho, chegando a 581,7 milhões de reais.

No semestre, o mesmo item apresentou incremento de 52,9 por cento, "em função do maior custo com aquisição de energia" das usinas de Itaipu e de Itiquira, em leilões em ambiente regulado e do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), segundo a Copel.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) totalizou 231,4 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 51,2 por cento na comparação anual. A previsão média dos analistas era para Ebitda de 361,9 milhões de reais.

Nos primeiros seis meses de 2010, o Ebitda foi de 555,3 milhões de reais, recuo de 41,1 por cento.

CONSUMO DAS INDÚSTRIAS

O consumo de energia por indústrias foi destaque no segundo trimestre, respondendo por 1.787 GWh, expansão de 10,2 por cento na comparação com abril a junho do ano passado.

O consumo residencial, por sua vez, avançou 5,5 por cento, totalizando 1.465 GWh. No segmento comercial, o crescimento foi de 3,9 por cento, para 1.083 GWh. Os segmentos rural e outros cresceram, respectivamente, 1,2 por cento e 2,4 por cento.

Já o mercado livre de energia da Copel subiu 7,9 por cento no segundo trimestre e também no acumulado do primeiro semestre, para 800 GWh e 1.562 GWh.

(Por Carolina Marcondes)

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