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11/08/2010 - 11h24

EUA têm maior déficit comercial desde outubro de 2008

WASHINGTON (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos cresceu 18,8 por cento em junho, com o aumento das importações de bens de consumo da China e de outros fornecedores e a queda das exportações norte-americanas, mostrou um relatório do governo nesta quarta-feira.

O déficit comercial mensal totalizou 49,9 bilhões de dólares, o maior valor desde outubro de 2008. O déficit foi maior do que as 67 previsões de Wall Street coletadas antes da divulgação do relatório.

As importações de bens e serviços pelos EUA cresceram 3 por cento em junho, para 200,3 bilhões de dólares. Foi o maior valor importado desde outubro de 2008, evidenciando o fortalecimento da demanda doméstica. As importações de bens de consumo atigiram o recorde de 43,1 bilhões de dólares, e as importações de produtos não derivados do petróleo tiveram o maior volume desde agosto de 2008.

As importações vindas da China dispararam para 32,9 bilhões de dólares, o maior total desde outubro de 2008.

O déficit dos EUA com o país asiático se ampliou para 26,2 bilhões de dólares, também o maior desde outubro de 2008, enquanto as exportações para a China caíram levemente.

A grande expansão do déficit comercial norte-americano segue a divulgação de dados oficiais mostrando que o superávit comercial da China aumentou para 28,7 bilhões de dólares em julho, a máxima em 18 meses.

Os números ruins sobre o comércio exterior devem intensificar os pedidos no Congresso dos EUA para que a China aja mais para valorizar sua moeda frente ao dólar.

A China flexibilizou em junho a fixação do iuan ao dólar, mas a moeda subiu pouco desde então. Muitos parlamentares acreditam que o iuan está ao menos 25 por cento subvalorizado.

As importações vindas da Alemanha e dos 27 países da União Europeia também tiveram o maior volume desde outubro de 2008.

A quantidade total de exportação dos EUA caiu 1,3 por cento em junho, para 150,5 bilhões de dólares, o pior desempenho desde abril de 2009.

As exportações de automóveis pelos EUA foram as maiores desde outubro de 2008, mas outras categorias importantes registraram declínio, como as de bens de capital, suprimentos industriais, matérias-primas, alimentos, rações e bebidas.

(Reportagem de Doug Palmer)

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