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16/08/2010 - 17h51

Dólar tem maior queda em quase 3 semanas, fecha a R$1,757

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a segunda-feira com a maior baixa em mais de três semanas frente ao real, numa sessão de elevado volume de negócios e com investidores se antecipando a operações típicas de final de mês para garantir a taxa de câmbio mais conveniente a suas posições.

A moeda norte-americana cedeu 0,85 por cento, a 1,757 real, na mínima do dia. Foi a maior baixa percentual desde 22 de julho.

Frente a uma cesta de moedas, o dólar caía 0,5 por cento no final da tarde.

Segundo profissionais do mercado, os investidores locais aproveitaram a sessão favorável à queda do dólar para devolver a Ptax para perto de 1,75 real. Essa taxa, uma média ponderada das cotações, serve de referência para liquidação de contratos futuros e outros derivativos, além de ajustes diários.

"O volume no (mercado) interbancário está bem forte. A gente viu tesourarias correndo atrás de uma Ptax mais baixa, e isso ganha respaldo já que o mercado está bem vendido", disse o economista de um banco paulista, sob condição de anonimato.

De acordo com dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, o giro somava pouco mais de 3,1 bilhões de dólares perto do encerramento dos negócios, acima da média dos últimos dias.

O operador de uma corretora em São Paulo, que também pediu para não ser identificado, atribuiu o elevado volume às oscilações mais acentuadas na taxa de câmbio. "A abertura da faixa de variação favorece esse giro mais alto, já que abre caminho para stops (losses) e uma recomposição nas carteiras, entre outros fatores", disse o profissional.

Para Reinaldo Bonfim, diretor da Pioneer Corretora, as cotações também responderam a ajustes técnicos, após o dólar se aproximar de 1,78 real na semana passada.

"Mas a gente pode ver que o volume já deu uma parada, com as operações mais concentradas no período da manhã, fazendo com que as cotações quase não mudassem à tarde", afirmou.

O segmento cambial doméstico resistiu à piora nos mercados externos, com as bolsas de valores nos Estados Unidos repercutindo dados desencontrados sobre a economia do país e o crescimento apático do Produto Interno Bruto (PIB) japonês.

Os investidores locais também monitoraram declarações do presidente-executivo da Petrobras, José Sergio Gabrielli, de que não trabalha com a possibilidade de um novo adiamento na operação de capitalização da companhia, prevista para setembro. A oferta deve atrair volume significativo de recursos para o país.

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