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16/08/2010 - 16h11

Humor de construtoras piora nos EUA, índice de NY sobe

WASHINGTON (Reuters) - A confiança das construtoras norte-americanas diminiu pelo terceiro mês seguido em agosto, atingindo o menor nível em 17 meses e indicando um setor imobiliário apático em meio à desaceleração da economia.

Outro relatório mostrou também crescimento menor que o esperado na atividade manufatureira do estado de Nova York, com a redução das novas encomendas e dos embarques.

Embora os dados continuem fracos, a maioria dos economistas ainda não acredita que a economia esteja voltando à recessão.

O índice da Associação Nacional de Construtoras de Moradias e da Wells Fargo caiu um ponto, para 13, contrariando as expectativas do mercado de uma alta para 15.

Uma leitura acima de 50 indica que as construtoras consideram as condições de venda mais positivas do que negativas. O índice não fica acima dessa marca desde abril de 2006.

Separadamente, o Federal Reserve de Nova York disse que a medida de condições gerais de negócios no estado, conhecida como índice "Empire State", subiu para 7,10 em agosto, ante 5,08 em julho. A leitura de agosto, ainda assim, ficou abaixo das expectativas do mercado. Economistas ouvidos pela Reuters previam uma leitura de 8,00 no mês.

Outros dados, do Departamento do Tesouro, mostraram que o fluxo cambial dos EUA ficou negativo pela primeira vez em cinco meses. O país teve saída líquida de 6,7 bilhões de dólares em junho, incluindo de investimentos de curto prazo como títulos do Tesouro, ante entrada líquida de 17,1 bilhões em maio.

CONSTRUTORAS SE PREOCUPAM

A pesquisa da associação imobiliária dos EUA mostrou que o índice das condições atuais de venda de moradias para uma só família caiu neste mês para o menor patamar desde junho de 2009. A medida de expectativas de venda para os próximos seis meses chegou ao menor nível desde março de 2009.

"As construtoras estão expressando as mesmas preocupações que elas estão ouvindo dos consumidores agora, particularmente no sentido de que a economia em geral e o mercado de trabalho não estão ganhando tração", disse Bob Jones, presidente da entidade.

O mercado imobiliário, que foi a principal causa da recessão, está tendo dificuldades para recuperar a solidez após o fim, em abril, de um popular crédito tributário ao comprador de imóveis. A medida do governo tinha incentivado as vendas e a atividade de construção de moradias.

Apesar de ter avançado neste mês, o índice "Empire State" permaneceu bem abaixo da máxima recente de 32 atingida em abril. A pesquisa mostrou que o índice de novas encomendas caiu abaixo de zero pela primeira vez desde junho de 2009.

O índice de condições de negócios para os próximos seis meses caiu para 35,71, a menor leitura desde julho do ano passado, após leitura de 41,27 em julho.

Contudo, a pesquisa continha algumas notícias positivas sobre emprego, o ponto fraco da recuperação. O índice de emprego subiu para 14,29 em agosto, de 7,94 em julho, e o índice de semana média de trabalho subiu para 7,14, de menos 9,52.

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