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16/08/2010 - 13h48

TAM aposta em aprovação de acordo com LAN por autoridades

SÃO PAULO (Reuters) - Os principais executivos da TAM acreditam que o acordo de união com a chilena LAN, anunciada na sexta-feira, será aprovado por autoridades brasileiras.

"Estamos muito confiantes de que a operação atende a todo o arcabouço legal brasileiro do setor de aviação civil", afirmou em teleconferência nesta segunda-feira o presidente da TAM S.A., holding que controla a TAM Linhas Aéreas, Marco Antonio Bologna.

Sob o ponto de vista da competição, Bologna disse que a consolidação no setor aéreo é uma realidade em todo o mundo. A união das companhias aéreas, que dá origem à Latam Airlines, precisará ser submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Bologna revelou que ele e a presidente do Conselho de Administração da TAM S.A., Maria Cláudia Amaro, estiveram reunidos com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na própria sexta-feira, no fim da tarde, para expor o acordo firmado com a LAN.

Enquanto isso, o presidente da TAM Linhas Aéreas e diretor financeiro da TAM S.A., Líbano Barroso, conversou com a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira.

A expectativa é de que o negócio seja concluído em um prazo de seis a nove meses. De acordo com Barroso, trata-se de uma previsão realista, com base em outras transações do tipo já realizadas entre empresas aéreas.

"Nosso cenário é que, com certeza, isso será aprovado. É claro que a decisão não é nossa. Mas tomamos o cuidado de cumprir toda a legislação e termos tido assessores de muita qualidade no processo", disse Barroso, também na teleconferência.

Pela operação proposta, as ações preferenciais e ordinárias da TAM, exceto 80 por cento das ordinárias que pertencem à família Amaro, serão substituídas por novas ações da LAN. A TAM Linhas Aéreas será uma subsidiária de capital fechado da LAN, que será batizada de Latam.

As regras do setor aéreo no Brasil determinam que as companhias aéreas nacionais não podem ter mais de 20 por cento das ações ordinárias nas mãos de investidores estrangeiros.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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