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17/08/2010 - 17h41

Equador diz que ficará com 85% das receitas do petróleo

QUITO (Reuters) - O Equador ficará com ao menos 85 por cento da receita do petróleo nos novos contratos que pretende assinar com as companhias privadas e que as transformará em meras prestadoras de serviços, disse nesta terça-feira o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis, Wilson Pástor.

O sócio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) avança num plano para que as petrolíferas estrangeiras cedam a totalidade de sua produção ao Estado em troca do pagamento de uma taxa fixa por cada barril de petróleo produzido.

"Nós vamos aumentar a participação (do Estado) a não menos que 85 por cento do rendimento distribuível do excedente econômico", disse Pástor a jornalistas.

Atualmente, o Estado tem em média 65 por cento das receitas do petróleo. As negociações sobre os novos contratos entre o Estado e as empresas começarão em 23 de agosto.

O funcionário esclareceu que o Estado considera a receita petrolífera como o resultado do preço do barril de petróleo descontados os custos de operação e as amortizações.

O Estado planeja oferecer às empresas entre 15 por cento e 18 por cento de rentabilidade para os investimentos que se realizem em campos já em produção, e de entre 18 por cento e 22 por cento para os blocos e reservas novos.

O Equador produz uma média de 470 mil barris de petróleo por dia, dos quais 56 por cento são gerados pelas empresas públicas, enquanto que os outros 44 por cento fazem parte da cota das companhias privadas.

Operam no país andino Repsol-YPF, Petrobras, Andes Petroleum e Eni.

(Reportagem de Santiago Silva)

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