UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

18/08/2010 - 19h40

No exercício de futuros, Bovespa sobe apesar de Petrobras

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Mesmo com fraqueza de Petrobras, a Bovespa conseguiu fechar no azul pela quinta sessão seguida nesta quarta-feira, com a influência positiva de Wall Street em sessão marcada pelo vencimento dos contratos de índice futuro.

Após ficar boa parte do dia no vermelho, o Ibovespa firmou-se no final, até fechar em leve alta de 0,08 por cento, aos 67.638 pontos. O giro financeiro do pregão somou 9,4 bilhões de reais.

Com a agenda macroeconômica esvaziada, os negócios foram norteados pelo noticiário corporativo e pela disputa pelos contratos de futuros, em Nova York e em São Paulo, disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.

No plano internacional, os principais indicadores de ações norte-americanos terminaram o dia com leve alta, puxados pelo setor varejista, após uma previsão melhor de vendas da Target aliviar as preocupações com a demanda do consumo.

Por aqui, os investidores preferiram girar carteiras, desmontando algumas posições em commodities e fortalecendo as apostas em setores ligados ao consumo doméstico. Sobrou para as elétricas, que subiram em bloco, lideradas por Eletropaulo, com avanço de 3,6 por cento, a 34,09 reais.

Em telefonia, o destaque foi Vivo, que disparou 5,1 por cento, a 43,60 reais, após o Goldman Sachs ter considerado em relatório que não vê motivo para a queda recente do papel, para o qual aponta potencial de alta de 50 por cento.

Em construção civil, Rossi Residencial tomou a frente, com ganho de 2,36 por cento, a 16,50 reais. Em relatório, o JPMorgan reiterou a perspectiva positiva para o setor, à medida que as preocupações com respeito a margens de ganhos das construtoras se dissipam.

Individualmente, Embraer foi outra que brilhou, com avanço de 5 por cento, a 11,73 reais.

Na contramão, as ordens de venda alvejaram com mais força a Petrobras, cuja ação preferencial foi a terceira pior do índice, caindo 2,2 por cento, a 27,68 reais.

"A espera pela definição do preço do barril na capitalização está deixando o papel bem perdido", disse Galdi.

TAM enfrentou o segundo dia de forte baixa, caindo 3,3 por cento, a 36,66 reais, mantendo a trajetória volátil dos últimos dias, após a companhia ter anunciado um acordo de fusão com a chilena LAN na sexta-feira.

Hospedagem: UOL Host