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19/08/2010 - 14h15

Cyrela minimiza importância de ser líder em construção no país

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - A Cyrela Brazil Realty minimizou nesta quinta-feira a importância de ser a maior incorporadora e construtora do país, posto perdido recentemente para a rival PDG Realty.

"Queremos ser a melhor, se for a maior também é consequência... Não estamos preocupados com 'guidances' de concorrentes... Vamos olhar o nosso negócio, a nossa companhia", disse o diretor-presidente da Cyrela, Ubirajara Spessotto, durante evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) em São Paulo.

No início de maio, a Cyrela perdeu a liderança do setor imobiliário para a PDG Realty, que assumiu o controle da Agre em uma transação avaliada em 2,43 bilhões de reais.

No trimestre encerrado em junho, a PDG teve lucro líquido ajustado de 220,3 milhões de reais, já considerando os números da Agre. No mesmo período, o lucro da Cyrela foi de 167,5 milhões de reais.

Em termos de vendas contratadas, a PDG contabilizou 2,9 bilhões de reais na primeira metade deste ano, enquanto as da Cyrela somaram 2,6 bilhões de reais, o que significa 40 por cento do ponto médio da meta para o ano, quando as vendas devem ficar entre 6,2 bilhões e 6,9 bilhões de reais.

Já as metas de lançamentos de ambas para 2010, embora alinhadas, se distanciam em relação ao percentual cumprido. A PDG planeja lançar entre 6,5 bilhões e 7,5 bilhões de reais no ano, tendo realizado 41 por cento do centro da meta até junho.

A Cyrela, por sua vez, deve lançar de 6,9 bilhões a 7,7 bilhões de reais em 2010 e, no primeiro semestre, cumpriu 24 por cento da média da previsão.

Para o ano que vem, a PDG tem mostrado fôlego para se fixar, de vez, na primeira posição do setor. Se mantidas as atuais condições de mercado, a incorporadora se diz confortável para realizar lançamentos da ordem de 9 bilhões de reais em 2011, volume equivalente ao teto da meta traçada pela Cyrela.

"O consolidado da PDG pode chegar a 9 bilhões (de reais em 2011)... É relativamente tranquilo se o mercado continuar bom, como está agora", afirmou o diretor-presidente da PDG, José Antonio Grabowsky, em teleconferência na terça-feira.

Apesar disso, a Cyrela afirma que não irá revisar para cima ou para baixo suas metas para 2011. "Vamos cumprir o 'range'", disse Spessotto.

SEM AQUISIÇÕES

Questionado sobre possíveis fusões ou aquisições no radar da Cyrela, Spessotto ressaltou que "não há conversa nem intenção de adquirir ninguém. Não há ninguém que faça sentido para nós agora".

O mercado chegou a levantar a possibilidade de a companhia estar sondando a Tecnisa, que possui parceria com a Cyrela há cerca de 20 anos.

"Não há nada além disso (parceria em projetos). Todas conversas que temos são de parceiros", acrescentou.

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