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19/08/2010 - 18h10

Dívida federal interna volta a cair em julho

BRASÍLIA (Reuters) - O estoque da dívida mobiliária federal interna caiu pelo segundo mês consecutivo em julho, refletindo uma concentração de vencimentos de títulos prefixados no mês, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

A queda da dívida interna em títulos foi de 0,49 por cento, para 1,509 trilhão de reais. No mês, a participação dos estrangeiros na dívida voltou a subir e bateu novo recorde, a 9,54 por cento do total.

A emissão de títulos públicos em julho foi a segunda mais elevada do ano depois de janeiro mas, com o vencimento expressivo de papéis prefixados, de 57,7 bilhões de reais, o Tesouro terminou o mês com um resgate líquido de 19,4 bilhões de reais.

A incidência de juros sobre a dívida, no valor de 12,01 bilhões de reais, impediu que a queda da dívida fosse ainda maior.

"O mês foi muito positivo para o gerenciamento da dívida, com redução de custos e uma expressiva demanda", afirmou a jornalistas o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

O custo médio da dívida interna foi de 10,89 por cento ao ano nos 12 meses até julho, ante 10,90 por cento nos 12 meses até junho.

A parcela prefixada, considerada melhor para o gerenciamento da dívida, caiu para 34,13 por cento do total em julho, ante 35,27 por cento no mês anterior. No mesmo período, os papéis atrelados à taxa Selic, incluindo os contratos de swap, aumentaram para 34,24 por cento do total, de um patamar de 33,57 por cento.

Os títulos corrigidos por índices de preços aumentaram para 29,91 por cento, ante 29,46 por cento.

NTN-Fs MAIS LONGAS

Garrido afirmou que "a princípio" o Tesouro não deve lançar títulos prefixados NTN-F com prazo superior a 10 anos este ano, apesar de manter como estratégia o alongamento gradual da dívida.

"A gente espera sinais que nos dêem segurança de que a demanda (por esses papéis no mercado secundário) esteja sempre presente", afirmou Garrido, acrescentando que isso ainda não ocorreu.

O Tesouro lançou em janeiro a NTN-F 2021 para substituir a

NTN-F 2017.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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