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19/08/2010 - 10h18

Itaú e BRF são as mais transparentes do Ibovespa, diz estudo

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco (ITUB4) e a Brasil Foods (BRFS3), fruto de fusão entre Sadia e Perdigão, são as empresas mais transparentes do Ibovespa (principal indicador da Bolsa paulista), segundo um levantamento feito com base em critérios relacionados a governança corporativa, gestão sustentável e responsabilidade socioambiental.

Numa escala de zero a 100, ambas dividiram a liderança do ranking, alcançando pontuação 95,93, segundo a consultoria espanhola Management & Excellence (M&E), autora do estudo.

Ranking de transparência no Ibovespa

Posição Empresa Pontos*
Brasil Foods 95,93
Itaú Unibanco 95,93
Bradesco 95,12
Itaúsa 95,12
CPFL Energia 91,87
Petrobras 89,43
  • *Escala de zero a 100
  • Fonte: Management & Excellence

De acordo com o relatório, divulgado nesta quinta-feira, a Brasil Foods (BRF) mostrou-se quite com 117 dos 123 itens analisados.

Na edição anterior do estudo, que avaliou dados separados das empresas que hoje formam a BRF, a Sadia ocupava a 12ª colocação, enquanto a Perdigão era 17ª.

Diferentemente dos anos anteriores, desta vez o ranking foi formado apenas por empresas que responderam espontaneamente às perguntas formuladas. Das 55 empresas do Ibovespa, consultadas, apenas 31 responderam.

De acordo com a M&E, o setor financeiro foi o que apresentou a maior média. Bradesco (BBDC4) foi o vice-líder, ao lado de Itaúsa (ITSA4), com 95,12 pontos.

"É um setor que se diferencia dos demais pela qualidade na divulgação de informações e canais disponíveis", disse a consultoria.

CPFL Energia (CPFE3), com 91,87, e Petrobras (PETR3 e PETR4), com 89,43, vieram na terceira e quarta posições, respectivamente.

Na ponta contrária, apareceu o segmento de construção civil. Das cinco empresas do setor imobiliário cujas ações integram a carteira teórica do Ibovespa, apenas duas validaram o questionário. Cyrela foi a penúltima do ranking, com 60,16.

"Tal fato, por si só, já denota a falta de maturidade do setor no que diz respeito à divulgação de informações pertinentes ao negócio", conforme a M&E.

Brasil Ecodiesel teve a pior nota da nona edição do levantamento, com 52,85.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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