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23/08/2010 - 19h07

SAIBA MAIS-Vale busca posição de destaque em fertilizantes

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale pretende ser uma das líderes globais em fertilizantes, de olho no cenário de expansão da produção de alimentos, e vem demonstrando apetite para investimentos e aquisições no setor.

A eventual compra da número 1 de fertilizantes, Potash Corp --que recebeu oferta hostil da rival da mineradora brasileira, a australiana BHP-- foi no entanto descartada pela companhia, maior produtora de minério de ferro e segunda em níquel.

Veja a seguir os ativos que a Vale já tem de fosfato e potássio no Brasil, Peru, Argentina, África e Canadá, alguns ainda em fase de estudo de viabilidade:

BRASIL:

*A Vale explora a mina Taquari-Vassouras, no Estado de Sergipe, a única mina de potássio em operação no Brasil. A concessão pertence à Petrobras e vence em 2017, segundo o presidente da empresa, mas pode ser renovada. As reservas são suficientes para garantir a operação até 2019. A Vale aguarda a decisão da Petrobras sobre a renovação da licença para expandir a produção da mina.

*Em maio de 2010 a Vale concluiu a aquisição de 58,6 por cento da Fosfértil por 3 bilhões de dólares e os ativos de fosfato da Bunge no Brasil, que agora pertencem à Vale Fosfatados, por 1,7 bilhão de dólares. Os ativos adquiridos estão localizados em Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná:

-Tapira (MG): Produção de rocha fosfática.

-Uberaba (MG): Produção de fertilizantes fosfatados.

-Patos de Minas (MG), Catalão (GO), Araxá (MG) e Cajati (SP): Produção de rocha fosfática e fertilizantes fosfatados.

-Guará (SP): Produção de fertilizantes fosfatados.

-Cubatão (SP): Produção de fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

-Santos (SP): Terminal marítimo para movimentação de amônia e granéis sólidos.

-Araucária (PR): Produção de fertilizantes nitrogenados.

*Carnalita - A Vale recebeu em abril deste ano a Licença Prévia (LP) do Projeto Carnalita, em Sergipe, que será a maior planta de extração de potássio do Brasil quando entrar em operação. O projeto prevê a instalação de uma unidade industrial, com produção inicial estimada em 1,2 milhão de toneladas métricas anuais de potássio. O início da operação está previsto para 2014.

*Projeto Salitre - Projeto greenfield adquirido da Fosfertil e localizado em Patrocínio, Estado de Minas Gerais. Consiste em uma mina com capacidade de produção estimada, inicialmente, em 2 milhões de toneladas métricas por ano de rocha fosfática, e um complexo industrial com capacidade estimada em 1,26 milhão de toneladas métricas por ano de fertilizantes fosfatados. O projeto está atualmente em fase de estudo de viabilidade técnica e econômica e o start-up será definido após aprovação do Conselho de Administração da Vale.

*Uberaba - Localizado em Minas Gerais, é o maior projeto de fertilizantes da América Latina. A unidade está em expansão, com previsão de conclusão em 2011. O projeto prevê a ampliação das plantas de ácido fosfórico (aumento de 230 mil toneladas métricas/ano), de ácido sulfúrico (mais 481 mil toneladas métricas/ano) e de produtos fosfatados de alta concentração.

*Cibrafértil - Com a compra da Paranapanema, cuja oferta pública para compra de ações já foi anunciada e está prevista para ocorrer dia 1o de setembro, a Vale terá mais um ativo, a Cibrafértil, que fornece superfosfato simples à indústria de fertilizantes.

PERU:

*Bayóvar - Mina de rocha fosfática no Peru. Um dos maiores depósitos de rocha fosfática da América do Sul, situada no deserto de Sechura, no Peru. Com capacidade de produção de 3,9 milhões de toneladas métricas anuais, Bayóvar foi oficialmente inaugurada em 5 de agosto e contou com investimento total de 566 milhões de dólares. A produção de rocha fosfática da Vale no Peru será destinada, principalmente, aos mercados do Brasil, da América do Norte e da Ásia.

ARGENTINA:

*Rio Colorado - Localizado na província de Mendoza, Argentina, o Projeto Rio Colorado compreende o desenvolvimento de uma mina com capacidade nominal inicial de 2,4 milhões de toneladas métricas por ano de potássio. A previsão de start-up é para o segundo semestre de 2013. O projeto está sujeito à aprovação do Conselho de Administração.

*Neuquem - Localizado na margem oposta do Rio Colorado, na Província de Neuquén, na Argentina, o projeto está em fase de estudo de pré-viabilidade. A produção estimada é de 1 milhão de toneladas métricas por ano de potássio.

CANADÁ:

*Projeto Regina - Projeto localizado na província de Saskatchewan, Canadá. O projeto Regina ainda está em estudo de pré-viabilidade, com potencial estimado de produção anual da ordem de 2,8 milhões de toneladas métricas de potássio. O start-up é esperado para 2015.

ÁFRICA:

*Evate - Projeto para produção de rocha fosfática a partir do depósito de Evate, em Moçambique. O projeto está em fase de estudo de pré-viabilidade. Capacidade estimada de 2 milhões de toneladas métricas por ano de fosfatados.

Fonte: site Vale e Thomson Reuters

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