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14/09/2010 - 10h32

Indústria da zona do euro sugere lentidão na economia

Por Jan Strupczewski e Marcin Grajewski

BRUXELAS (Reuters) - A atividade industrial da zona do euro foi mais fraca que o esperado em julho, abatida pela queda na produção de bens de consumo duráveis, indicando desaceleração do crescimento econômico no segundo semestre do ano.

A agência de estatísticas Eurostat informou nesta terça-feira que a produção nos 16 países do bloco monetário ficou estável sobre junho, subindo 7,1 por cento ante julho de 2009.

Economistas consultados pela Reuters previam uma alta mensal de 0,2 por cento e um avanço anual de 8 por cento.

A Eurostat revisou para baixo o dado de junho, para queda de 0,2 por cento mês a mês, ante o recuo de 0,1 por cento estimado na leitura preliminar. O número anual, por outro lado, foi revisado para cima, para alta de 8,3 por cento, ante a divulgação anterior de 8,2 por cento.

"A leitura fraca vem após um declínio de 0,2 por cento em junho, sugerindo uma perda apreciável da força industrial no começo do terceiro trimestre", disse Marco Valli, economista do UniCredit.

A produção industrial representou menos de 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre, mas, devido à sua influência em outros setores, a indústria ainda é uma boa medida para estimar o crescimento econômico.

A Eurostat também informou, em outro relatório, que os custos trabalhistas nominais por hora, ajustados para o número de dias úteis, subiram 1,6 por cento no segundo trimestre de 2010 em comparação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros três meses do ano, a alta foi de 1,9 por cento.

Os custos trabalhistas na Grécia, que está implementando um programa de austeridade fiscal em troca do resgate financeiro internacional, caíram 3,9 por cento. A Espanha, afetada por uma crise no setor de construção, viu os custos trabalhistas encolherem 0,3 por cento.

O custo da mão de obra na Alemanha, conhecida por suas restrições de gastos, cresceu 1,1 por cento no entre abril e junho, após o aumento de 0,6 por cento no primeiro trimestre.

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