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08/06/2012 - 14h11

Olympus estuda propostas de aliança e planeja cortar 2.700 vagas

TÓQUIO, 8 Jun (Reuters) - A Olympus está analisando ofertas de parceria de pelo menos cinco companhias japonesas, fará demissões e fechará fábricas, em meio aos esforços de se recuperar do escândalo contábil de US$ 1,7 bilhão. 

O presidente da fabricante de câmeras e equipamentos médicos, Hiroyuki Sasa, disse nesta sexta-feira que Fujifilm, Panasonic, Sony, Terumo e pelo menos mais uma companhia japonesa fizeram propostas de aliança via investimento, mas ressaltou que a Olympus ainda não se decidiu a respeito. 

“"Não decidimos o sócio. Estamos negociando com todos em condição de igualdade", declarou Sasa na conferência em que a companhia revelou os planos para os cinco anos. 

A principal fabricante mundial de endoscópios admitiu no ano passado ter usado táticas contábeis para omitir grandes prejuízos com investimentos a partir dos anos 1990. 

O britânico Michael Woodford foi demitido em outubro, após duas semanas como presidente-executivo, depois de alertar repetidas vezes quanto à corrupção nos mais altos escalões da Olympus. 

A companhia posteriormente revisou os balanços dos cinco anos fiscais até o fim de junho de 2011, reportando prejuízo líquido de 49 bilhões de ienes (US$ 615,81 milhões) e queda de 7,5¨% no lucro operacional, para 35,5 bilhões de ienes, no ano fiscal encerrado em março de 2012. 

Diversas figuras que desempenharam papéis importantes no escândalo, entre elas o ex-presidente-executivo Tsuyoshi Kikukawa, foram indiciadas. 

No entanto, a empresa conseguiu manter as ações na Bolsa de Tóquio, e as vendas de endoscópios -o ponto forte da Olympus- ontinuam a apresentar bom desempenho, fatores que podem fazê-la não se apressar para uma parceria. 

A Olympus anunciou também nesta sexta-feira que pagará a Woodford 10 milhões de libras (US$ 15,58 milhões) em um acordo para encerrar o processo que ele abriu por demissão injusta, colocando fim aos oito meses de disputa. 

No plano de negócios de cinco anos, a fabricante tentará vender os negócios não principais e diminuir o número de fábricas de 30 para 18. Os negócios principais são as divisões médica, de cuidados com a saúde, de ciências industriais e de imagem. 

A Olympus cortará 2.700 postos de trabalho, ou 7% do total, a maioria nas fábricas fora do Japão. A reestruturação vai consumir 15 bilhões de ienes ao longo desses cinco anos. 

(Por Yoko Kubota) 

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