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29/06/2012 - 15h59

Produtividade de construtoras cresce após onda de IPOs--FGV

BELO HORIZONTE, 29 Jun (Reuters) - A produtividade das construtoras brasileiras, medida pela combinação entre mão de obra e mecanização, somada a capital investido, aumentou em média 3,1 por cento ao ano entre 2006 e 2009, revertendo desempenho negativo nos três anos anteriores, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas divulgado nesta sexta-feira.

"A construção tornou-se mais eficiente nos últimos anos, com as empresas capazes de produzir mais e agregar à economia do país", disse a economista e coordenadora de projetos da FGV, Ana Maria Castelo, durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Belo Horizonte.

De 2003 a 2006, o indicador de produtividade total havia registrado queda anual média de 0,8 por cento.

Segundo ela, a aceleração da produtividade das companhias nos três anos até 2009 refletiu, principalmente, investimentos em máquinas e equipamentos, além de qualificação de mão de obra.

O crescimento anual médio da produtividade das empresas entre 2006 e 2009 foi puxado pelo item valor adicionado, que cresceu 19,5 por cento no período, seguido por emprego, que avançou 14,5 por cento.

A mais recente edição do levantamento -que tem como base a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, do IBGE-, considera justamente o período em que o setor imobiliário viveu um movimento desenfreado de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, em inglês), garantindo maior entrada de recursos no caixa das grandes construtoras.

SINAL AMARELO

Em contrapartida, Ana Maria alertou para a mudança de cenário nos dois últimos anos, visto que a pesquisa do IBGE é divulgada com certa defasagem, sendo a mais recente referente a 2010.

Nesse sentido, a produtividade das empresas tende a desacelerar, considerando a redução do ritmo de operações iniciada no ano passado.

"O setor atingiu o auge em 2010... no período mais recente acendeu a luz amarela", afirmou. "O setor precisa resolver travas importantes para que esse desempenho se sustente".

Ainda de acordo com a economista, a escassez de mão de obra foi apontada no estudo como a maior dificuldade enfrentada pelas construtoras, ressaltando a necessidade de investimentos em qualificação.

(Por Vivian Pereira)

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