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02/01/2009 - 12h34

DIs longos mantêm ajuste de baixa na BM & F

SÃO PAULO - Em dia de poucos negócios os contratos de juros futuros longos começam o ano apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Sem indicadores na agenda do dia, os agentes seguem consolidando as apostas quanto à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que estará reunido no dia 21 de janeiro. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava estabilidade a 12,19%. O ativo para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,02 ponto, a 12,17%. E janeiro 2012 apontava 12,26%, redução de 0,10 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,03 ponto, para 12,66% ao ano. Os vencimentos para fevereiro e março não registravam negócios.

Para o vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, Alexandre Ferreira, há um consenso crescente de que a primeira redução na taxa básica de juros será de 0,5 ponto percentual. Se confirmada tal expectativa, a Selic cai de 13,75% ao 13,25% ao ano. Essa será a primeira redução no custo do dinheiro desde setembro de 2007. Ainda de acordo com o especialista, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve promover de 3 a 4 reduções na taxa básica ao longo do ano. Pelo último boletim Focus, de 26 de dezembro, a mediana das estimativas aponta para Selic em 12% no fechamento de 2009. Com a possibilidade de um descompasso entre oferta e demanda superada em função da desaceleração na economia, Ferreira aponta que o maior ponto de preocupação do Banco Central, agora, é o grau de repasse da desvalorização cambial para o restante dos preços da economia. Cabe lembrar que a moeda norte-americana ganhou 31,34% sobre o real durante o ano passado, primeira alta anual desde 2002, e a terceira maior desde o início do Plano Real. De acordo com o especialista, a questão é saber o quanto da desaceleração da atividade pode segurar os repasses de custo. " Essa é a incerteza que existe hoje e são necessários alguns meses para termos mais clareza sobre essa questão. " Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional apresentou o cronograma de leilões de títulos para o mês de janeiro. No período, estão previstos vencimentos de títulos no montante de R$ 90 bilhões, sendo R$ 86,5 bilhões de ativos com rentabilidade prefixada. (Eduardo Campos | Valor Online)

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