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02/01/2009 - 19h14

Tensões no Oriente e entre Rússia e Ucrânia valorizam petróleo

SÃO PAULO - Depois de iniciar o dia em queda, os contratos futuros de petróleo recuperaram o terreno e terminaram o pregão em alta. Os investidores procuraram embolsar os lucros da sessão passada, quando o barril negociado em Nova York fechou com elevação de 14%. Mas as tensões no Oriente Médio e a briga entre Rússia e Ucrânia em torno do fornecimento de gás natural acabaram dando motivos para a valorização das cotações. O contrato de WTI negociado para o mês de fevereiro em Nova York fechou a US$ 46,34, com avanço de US$ 1,74. O vencimento para março subiu US$ 1,62, para US$ 50,21. Em Londres, o barril de Brent para fevereiro ganhou US$ 1,32, para US$ 46,91. O contrato para o mês seguinte fechou a US$ 49,80, com alta de US$ 0,98.

O conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza entrou hoje no sétimo dia. Ontem, uma bomba israelense matou um dos principais líderes do Hamas e sua família. O grupo tem apoio do Irã, segundo maior produtor de petróleo do mundo, e a piora do cenário agrava os temores quanto a possíveis prejuízos à produção da commodity no Oriente Médio.

A disputa entre Rússia e Ucrânia sobre o preço do gás natural influenciou o mercado de petróleo na medida em que uma eventual interrupção do fornecimento de gás pode elevar a demanda por outras fontes de energia, como o óleo combustível. A Rússia suspendeu o fornecimento de gás à Ucrânia depois que negociações de última hora sobre preços foram interrompidas em Moscou na noite do dia 31 de dezembro por falta de consenso. A União Européia depende do gás russo levado através de gasodutos ucranianos para atender a cerca de 20% de sua demanda. A Gazprom, estatal russa do setor do gás, aumentou o fornecimento à Europa por meio de Belarus e acusou a Ucrânia de estar " roubando gás " .

(Valor Online, com agências internacionais)

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