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05/01/2009 - 08h05

Bovespa inicia 2009 acima de 40 mil; dólar fica estável e juros recuam

SÃO PAULO - O primeiro dia útil de 2009 foi bastante positivo para os mercados brasileiros, mas o baixo volume de negociação levanta dúvida sobre a sustentabilidade de tal movimento. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retomou os 40 mil pontos, algo que tentou durante meados de dezembro e não tinha conseguido. O dólar fechou praticamente estável e os juros futuros apontaram para baixo.

Em um movimento que pode ser classificado de euforia de começo de ano, os investidores puxaram uma alta de 7,17% para o Ibovespa, que fechou aos 40.244 pontos, patamar não observado desde 4 de novembro. O giro financeiro, no entanto, não condiz com tal apreciação, somando apenas R$ 2,21 bilhões. O ganho na semana ficou em 9,17%.

O setor de commodities, que responde cerca de 50% do Ibovespa, ganhou fôlego depois que China e Índia anunciaram novas medidas para estimular suas economias. Com isso, as ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas dispararam entre 7,5% e 10%.

As compras também foram suportadas por uma forte valorização no mercado norte-americano, onde o Dow Jones apresentou ganho de 2,94%, e o Nasdaq subiu 3,50%. O bom humor do dia foi creditado à expectativa de um novo plano econômico assim que Barack Obama pisar na Casa Branca. Exceção para o dólar, que oscilou pouco, mas movimentou bastante dinheiro tanto na BM & F quanto na mesa dos bancos. Ao final do pregão, a moeda valia R$ 2,331 na compra e R$ 2,333 na venda, leve queda de 0,04%. Na semana, o ativo perdeu 1,56%.

Já na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa valorizou 0,84%, fechando a R$ 2,3325. O giro financeiro somou US$ 292,75 milhões. Já no interbancário o movimento foi de aproximadamente US$ 2 bilhões. Os juros futuros tiveram uma sessão de baixíssimo movimento, com pouco mais de 100 mil contratos transacionados. Para efeito de comparação, a média de dezembro, ficou em cerca de 380 mil negócios por dia. O pano de fundo para o mercado de juros segue determinado pela expectativa de Selic menor em função do impacto adverso da crise econômica internacional sobre a economia brasileira. Mais analistas passam a apostar em corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica brasileira na reunião de 21 de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao final do pregão o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,03 ponto percentual, para 12,16%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,05 ponto, a 12,14%. E janeiro 2012 apontava 12,22%, desvalorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para fevereiro de 2009 recuou 0,03 ponto percentual, apontado 13,37%, enquanto julho de 2009 aumentou 0,01 ponto, projetando 12,70% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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