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05/01/2009 - 18h45

Bovespa tem quinto dia seguido de alta e fecha acima dos 41.500 pontos

SÃO PAULO - Depois de uma breve realização de lucros no começo do dia, os investidores voltaram a atuar com força na ponta compradora, impulsionando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o quinto pregão consecutivo de alta. Tal seqüência de valorização não era observada desde abril de 2008.

Passando por cima da instabilidade externa o Ibovespa abriu a semana com alta de 3,17%, aos 41.518 pontos, maior pontuação desde 14 de outubro. O giro financeiro somou R$ 4,24 bilhões.

O destaque da sessão ficou com as ações da Vale do Rio Doce. O ativo PNA da mineradora ganhou 6,87%, para R$ 28,00, e o ON subiu 5,44%, fechando a R$ 32,16. Segundo o assessor de investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, as empresas de commodities ganharam fôlego acompanhando o índice de metais, negociado em Nova York, que reúne grandes empresas do setor. No entanto, o especialista destaca que o preços das matérias-primas não subiu nesta segunda-feira.

Parte da euforia com o setor também pode ser atribuída à decisão da China de liberar uma modalidade de negócio chamada "toll trading". Segundo Monteiro, as empresas chinesas poderão importar matéria-prima, como cobre e níquel, processar e voltar a exportar. Ainda de acordo com o especialista, é visível a maior presença do investidor estrangeiro no mercado. Desde sexta-feira, essa classe de investidor tem atuado mais na ponta compradora.

Apesar do índice acumular alta de 10,5% em dois dias, Monteiro não se diz animado. "Essas altas muito fortes não resistem a qualquer noticia negativa que venha de fora", aponta. "O mercado segue sem direção, vivendo muito no intradia." De volta ao âmbito corporativo, o setor siderúrgico também operou com destaque. O ativo ON da CSN subiu 8,92%, para R$ 34,55. Usiminas PNA ganhou 6,58%, fechando a R$ 30,60, e Gerdau PN se valorizou 5,45%, a R$ 17,00.

Com o segundo maior volume negociado, Petrobras PN teve alta de 2,28%, encerrando a R$ 25,10. Logo atrás ficou o ativo ON da BM & FBovespa, que fechou a R$ 6,98, ganho de 8,21%. Com a maior puxada de alta do índice, Rossi Residencial ON disparou 15,16%, para R$ 4,48. JBS ON e Bradespar PN ganharam mais de 8% cada, e Cosan ON, TAM PN, Cyrela ON e Duratex PN subiram mais de 7% cada.

Na ponta oposta, as varejistas perderam atratividade. Pão de Açúcar PN cedeu 4,06%, para R$ 31,37, Lojas Renner ON caiu 4,08%, a R$ 15,97, e AmBev PN recuou 4,04%, para R$ 102,19. Com isso, o Índice Consumo, lançado semana passada, perdeu 2,03%, para 713,92 pontos.

Fora do Ibovespa, queda de 10,19%, para o ativo ON da OGX Petróleo, que fechou valendo R$ 458,00. Em direção oposta, o papel ON da construtora MRV subiu 11,56%, a R$ 12,25. (Eduardo Campos | Valor Online)

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