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01/07/2009 - 08h18

Brasil entra na lista dos "top five" da GE

SÃO PAULO - Pela primeira vez, o Brasil sai do âmbito das dez maiores operações da General Electric (GE) e passa a ser classificado entre as "top 5". A classificação foi anunciada pelo vice-presidente do conselho da GE mundial, John Rice, que esteve em visita de dois dias ao país e concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Valor Econômico.

"Em termos de escala, tamanho do mercado, potencial, o Brasil está no topo da nossa lista, com certeza", afirmou Rice. Com US$ 3,3 bilhões de faturamento em 2008, a GE Brasil toma a frente inclusive de outros emergentes, como a Índia e a China.

Na opinião do executivo, há poucos países que, como o Brasil, aliam estabilidade financeira e política com recursos naturais e fortes perspectivas de crescimento. "Queremos estar onde há potencial", enfatizou.

A clara movimentação da companhia em direção aos países emergentes tem se demonstrado nas frequentes visitas dos executivos da GE ao Brasil e seus consecutivos anúncios de investimentos no país.

John Rice, que cuida das plataformas de Saúde, Aviação, Transporte e Soluções de Empresas da companhia global, também sinalizou intenções de expandir as demais áreas de sua atuação. Além disso, ele afirma que o braço de energia deve gerar mais acordos e investimentos no Brasil.

Segundo Alexandre Alfredo, diretor de relações institucionais para América Latina da GE, o grupo tem interesse em ampliar a matriz energética brasileira e está preparando, inclusive, uma participação no 1º Leilão de Energia Eólica, previsto para novembro.

A curta estadia de Rice, que terminou ontem, deve gerar também maior aproximação com a Petrobras, além de novas conversações sobre investimentos em energias renováveis. "Nosso trabalho sempre se volta para o longo prazo e queremos participar do desenvolvimento de múltiplos tipos de combustíveis", afirmou o executivo.

O grupo mundial busca um novo posicionamento para alavancar os resultados. No primeiro trimestre deste ano, os lucros com operações continuadas da General Electric sofreram recuo de 35%, frente ao mesmo período do ano passado, para US$ 2,8 bilhões.

Das quatro frentes de atuação, a de Tecnologia de Infraestrutura cresceu 6%, enquanto a de Infraestrutura de Energia, 19%. Na direção oposta, ficaram a área Financeira, com retração de 58%, e a NBC Universal, que caiu 45%.

(Vanessa Dezem | Valor Online)

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