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01/07/2009 - 09h52

Casas Bahia fecha duas lojas em Santa Catarina

FLORIANÓPOLIS - Depois de fechar oito lojas no Rio Grande do Sul, em janeiro, a Casas Bahia decidiu encerrar ontem as atividades de sua unidade de Lages, no planalto serrano catarinense. Há um mês, a rede decidiu também sair de Rio do Sul, outro município do Estado, fechando o ponto que que funcionava há cerca de dois anos na cidade.

Em nota, a Casas Bahia informou que o motivo do fechamento de Lages foi " a loja não ter alcançado o faturamento esperado desde sua abertura " . A rede agora tem 12 unidades em Santa Catarina.

O encerramento das operações em Lages ocorreu seis anos após a loja ter sido aberta, em 2003. " Da mesma forma que houve mudanças quando ela chegou, com alguns varejistas locais fechando unidades na cidade, há novo impacto com sua saída " , disse Maria das Neves presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lages, considerando que o espaço da Casas Bahia deverá ser retomado pelo varejo local.

Na avaliação de Maria, o município tem forte concorrência no segmento de eletrodomésticos e isso pode ter prejudicado as operações da rede. Hoje são 18 lojas de eletrodomésticos no município de 160 mil habitantes. Há concorrentes regionais, como Berlanda e Salfer, além de redes nacionais como Colombo e Ponto Frio.

" O momento ainda é de bastante dificuldade no crédito e a Casas Bahia trabalha muito com isso. Sua intenção com o fechamento pode ter sido reduzir custos, concentrar e garantir o crédito para as lojas dos grandes centros " , disse o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL), Sérgio Medeiros.

Tanto Maria quanto Medeiros descartam a possibilidade de as cidades de Rio do Sul e Lages estarem sofrendo efeitos mais severos da crise do que outros municípios do Estado, o que provocaria diminuição do consumo da população.
Em agosto do ano passado, Michael Klein, diretor da Casas Bahia, disse ao Valor que pesquisas mostraram que o baixo desempenho das vendas no Rio Grande do Sul estava associado a um comportamento bairrista dos gaúchos. Em Santa Catarina, Medeiros diz que não acredita que o bairrismo possa ter prejudicado as vendas da rede. " Não diria que foi o bairrismo, mas existe um pequeno comércio local forte e tradicional e isso traz um espírito de competição. Quando entra um novo competidor, ele precisa ter um apelo maior do que os preços porque os preços em geral estão hoje muito próximos neste segmento " , afirmou. Em 2006, a Casas Bahia saiu do município de Concórdia, no oeste catarinense.

(Vanessa Jurgenfeld | Valor Econômico)

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