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01/07/2009 - 07h55

CPI da Petrobras é adiada por prazo indeterminado

BRASÍLIA - A crise envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou ontem a pressão de PSDB e DEM para iniciar as investigações da CPI da Petrobras, adiada pela quarta vez. Não foi remarcada uma nova data para os trabalhos da comissão começarem.

Se depender do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), a comissão não começará tão cedo. Segundo o pemedebista, antes da CPI da Petrobras, a base governista precisará retomar a relatoria da CPI das ONGs, que hoje é ocupada por Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, e desarticular qualquer iniciativa para criar a CPI do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), de autoria do PSDB. O senador Mário Couto (PSDB-PA) coletou as assinaturas para instalar a nova comissão e o requerimento foi lido em plenário na semana passada. " Temos que conversar antes de instalar a CPI da Petrobras " , disse ontem Romero Jucá. Os trabalhos da CPI poderiam ter começado desde o dia 15 de maio.

Não houve fortes protestos da oposição ontem. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), comentou que seu partido obstruirá as votações, mas não " as de interesse da população " . Nas outras três vezes que a CPI foi adiada a oposição também ameaçou bloquear votações, mas o governo conseguiu votar as Medidas Provisórias. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que espera um aceno do PT para negociar uma nova data para a CPI da Petrobras. (Cristiane Agostine | Valor Econômico)

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