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01/09/2009 - 18h11

Ações de bancos tombam e reforçam ajuste de baixa em Nova York

SÃO PAULO - O setor financeiro comandou o segundo dia de baixa nas bolsas de Nova York, em meio a temores de que os ativos tenham se valorizado neste ano mais do que seria correspondente aos fundamentos de tais instituições.

De um modo geral, o mercado dá sinais de que passará por uma correção, após longa temporada de ganhos. Desde março, os principais índices de ações dos EUA acumulam ganho de cerca de 50%.

O Dow Jones caiu 1,96%, para 9.310 pontos. O Standard & Poor's retrocedeu 2,21%, para 998 pontos, e o Nasdaq fechou aos 1.968 pontos, com queda de 2%.

Nem mesmo o aumento da atividade industrial apurado pelo ISM em agosto nos EUA inverteu o rumo das bolsas. O indicador superou o patamar de 50 pontos pela primeira vez em 19 meses e alcançou 52,9 pontos em agosto, mais do que a previsão de 50,5 pontos feita por analistas.

Ao mesmo tempo, a venda de casas pendentes subiu em julho, superando também as estimativas de mercado, ao avançar 3,2%. Aparentemente, um conjunto importante de indicadores macroeconômicos positivos não está sendo suficiente para aplacar a necessidade de promover um ajuste.

Na liderança desse processo encontram-se principalmente papéis de bancos e de empresas ligadas a commodities, que também enfrentam uma correção de preços. No final do pregão, as ações do Wells Fargo recuaram 4,76% (US$ 26,21). Os papéis do Citigroup caíram 9,20% (US$ 4,54) e os da AIG cederam 20,58% (US$ 36).

As ações das refinanciadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac declinaram 17,03% (US$ 1,90) e 17,62% (US$ 1,59), respectivamente, e os papéis do Bank of America fecharam com baixa de 6,42% (US$ 16,46).

(Valor Online, com agências internacionais)

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