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01/09/2009 - 15h43

Atividade da indústria brasileira volta a crescer, diz Markit

SÃO PAULO - O setor industrial brasileiro continua no caminho da recuperação. Foi o que mostrou hoje o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade da indústria do Brasil, que ultrapassou a barreira dos 50 pontos pela primeira vez em quase um ano. Em agosto, o indicador marcou 50,6 pontos, o que significa que o setor voltou a apresentar expansão da atividade. Em julho, o índice tinha registrado 48 pontos, enquanto em junho, atingiu o patamar dos 48,1 pontos. Pela metodologia do PMI, o nível dos 50 pontos marca a estabilidade da indústria, dividindo uma situação de crescimento, de uma situação contração da indústria. O indicador é elaborado pela empresa internacional de pesquisas Markit Economics em parceria com o HSBC, e analisa diversos fatores que compõem a atividade, como novos pedidos, produção, emprego, estoques, compras, prazos de entrega dos fornecedores no setor, entre outros.

Foram justamente as tendências ascendentes em quatro, dos onze índices componentes, que sustentaram o aumento no índice geral. Segundo o levantamento, se destacaram os novos pedidos, cujo índice saiu de 48,6 pontos em julho, para 51,9 pontos em agosto.

Para acompanhar os novos pedidos, as indústrias do país aumentaram tanto os níveis de produção como suas atividades de compra no período, o que fez com que o índice de produção passasse de 49,8 pontos para 52,2 pontos. Outro destaque foi a estabilidade do emprego no setor industrial brasileiro - cujo índice teve pequena alta, saindo de 45,5 pontos para 49,9 pontos - dado que o fator principal citado pelas empresas que indicaram um aumento no número de pessoal foram as maiores necessidades de produção.

"O mercado doméstico segue liderando a recuperação, ao mesmo tempo em que o emprego ficou praticamente no mesmo nível que o mês anterior, após um período de contração sistemática", explicou o economista-chefe do HSBC no Brasil, Andre Loes. "Em resumo, o número de agosto é uma boa notícia, e reforça a visão de uma recuperação consistente da atividade industrial brasileira", completou o especialista. (Vanessa Dezem | Valor Online)

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