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01/09/2009 - 18h31

Exportações para os EUA se recuperam em agosto

BRASÍLIA - Embora a China continue liderando as compras brasileiras, em agosto houve aumento das exportações para os Estados Unidos, revertendo a tendência de queda que se verificou com a crise mundial. "Isso nos dá alguns indícios de retomada da indústria americana", comentou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

As vendas para os Estados Unidos cresceram 27,7% no mês passado sobre julho, principalmente de produtos como laminados, petróleo, máquinas e equipamentos, siderúrgicos, químicos, celulose e aeronaves. O comportamento das vendas externas em agosto reduziu um pouco a queda acumulada no ano. De janeiro a julho, as exportações aos americanos registravam recuo de 47%. No acumulado até agosto, a queda ficou em 45,1% sobre igual período de 2008.

Barral lembrou que, neste ano, a China desbancou os EUA da posição de primeiro parceiro comercial do Brasil, que durou décadas. Além disso, destacou que a retomada das compras dos americanos pode ajudar a sustentar as vendas até o fim do ano.

"Diminuir essa diferença é uma decorrência da recuperação da economia americana", comemorou o secretário. Em relação a mercados tradicionais, houve também alta nas vendas mensais para a Argentina, de 16%, embora no acumulado do ano ainda haja retração de 40,6%. Outro destaque em agosto foi o aumento das exportações para mercados novos como o Oriente Médio, de 29% sobre julho, em especial de carnes e açúcar.

A balança comercial atingiu superávit de US$ 3,074 bilhões no mês passado, número 33,7% acima do registrado em igual mês de 2008 e 5% maior que o de julho deste ano. O saldo foi resultado de exportações mensais de US$ 13,841 bilhões e importações de US$ 10,767 bilhões.

Este foi o terceiro melhor saldo mensal do ano, atrás de abril (US$ 4,622 bilhões) e abril (US$ 3,7 bilhões).

No acumulado de janeiro a agosto, o saldo comercial acumula US$ 19,968 bilhões, com aumento de 18% ante intervalo semelhante de 2008 (US$ 16,928 bilhões). Barral afirmou que não está participando de grupos no governo que estariam avaliando a possibilidade de o governo adotar algumas medidas para minimizar o efeito do câmbio valorizado nas vendas externas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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