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01/09/2009 - 18h16

Preocupação com bancos na Europa estimula queda na Bovespa

SÃO PAULO - A terça-feira marcou mais um dia de baixa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que perdeu os 56 mil pontos pela primeira vez em duas semanas. O Ibovespa chegou a ensaiar alta, mas não resistiu ao sinal externo negativo. Ao final da jornada, o índice apontava baixa de 1,19%, aos 55.814 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,35 bilhões. De acordo com o assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a queda de hoje não pode ser atribuída apenas à realização de lucros. Segundo o especialista, preocupações com o sistema financeiro europeu voltaram a rondar as mesas de operação, o que acabou se refletindo em todo o mercado. Os problema de crédito envolveriam duas renomadas instituições europeias.

Em Wall Street, esse temor com novos problemas no setor financeiro atingiu em cheio os papéis de bancos e seguradoras, colocando em segundo plano os dados econômicos do dia, como o crescimento da atividade no setor industrial pela primeira vez desde janeiro de 2008. Fora isso, o viés do investidor americano já era de correção de preço, conforme crescem as análises de que o preço dos ativos já subiu demais. Refletindo isso, o Dow Jones caiu 1,96%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq perderam 2,0% e 2,21%, respectivamente. Voltando o foco para o mercado local, as perdas do dia não foram mais acentuadas em função da alta de 0,70% registrada pelo papel PN da Petrobras, que fechou valendo R$ 31,60. O papel recuperou parte da queda de 3,59% amargada ontem.

De acordo com Monteiro, apesar de muitas dúvidas ainda persistirem quanto ao novo modelo regulatório de exploração e produção de petróleo, o mercado passou a interpretar que o aumento de capital a ser realizado pela companhia será precificado pela própria média de preço do papel. Ainda no setor de commodities, Vale PNA recuou 0,97%, a R$ 32,58, Usiminas PNA perdeu 1,46%, a R$ 43,63, e CSN ON devolveu 0,85%, a R$ 48,60.

O setor financeiro também foi alvo de vendas. Itaú Unibanco PN registrou queda de 2,84%, a R$ 31,05, e Bradesco PN recuou 1,13%, a R$ 30,40. Banco do Brasil ON, que chegou a subir mais de 2%, fechou com baixa de 1,56%, a R$ 25,75. Escapando às vendas, o papel PN da Gol subiu 3,97%, a R$ 18,04. Ganho de 2,19% para o papel PN da Klabin, que vale R$ 3,73. De caráter mais defensivo, Light ON avançou 2,17%, a R$ 24,39, e Eletropaulo PNB teve valorização de 1,37%, a R$ 35,45.

As construtoras lideraram as vendas de ponta a ponta do pregão. Cyrela ON devolveu 6,71%, para R$ 22,10, e Rossi ON caiu 4,01%, a R$ 11,48. Os dois ativos estão entre os que mais se valorizaram no ano. Sabesp ON e ALL Logística unit também caíram mais de 4% cada. Fora do índice, PDG Realty ON afundou 7,97%, a R$ 25,49. Prevendo diluição de participação, os acionistas venderam ativos da companhia, que entrou com pedido de registro de oferta primária de 56 milhões de ações. (Eduardo Campos | Valor Online)

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