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02/09/2009 - 12h57

Capacidade de fornecedores definirá ritmo de concessão no pré-sal

RIO - A capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos e serviços para a exploração e produção de óleo e gás no pré-sal deverá definir o ritmo em que essas áreas serão postas em licitação pelo União, já pelas novas regras que, se aprovadas pelo Congresso, instituirão a partilha de produção no Brasil. De acordo com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a capacidade de atendimento às determinações de conteúdo nacional é que definirá a possibilidade de licitação.

"O ritmo (de licitação) dessas áreas vai ser determinado muito fortemente pela capacidade da indústria nacional de prover equipamentos e serviços para esse gigantesco programa de investimentos, acelerado com a demanda de conteúdo nacional. Esse para mim é o 'drive' principal do ritmo de colocação de novas áreas além das já disponíveis", frisou Gabrielli em conferência com analistas.

O executivo voltou a destacar que a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de áreas da União para a empresa vai significar uma elevação na previsão de investimentos de US$ 28,9 bilhões no pré-sal entre 2009 e 2013 e de US$ 111 bilhões até 2020, mas não determinou de quanto será esse aumento.

Ontem, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, havia estimado um aumento de US$ 10 bilhões nos investimentos no pré-sal até 2013 por conta da cessão onerosa, mas hoje Gabrielli preferiu não citar números fechados. Segundo ele, deverá haver um aumento proporcional nos investimentos em relação ao esperado para o desenvolvimento de Iara e Tupi, na Bacia de Santos, e do Parque das Baleias, no litoral capixaba da Bacia de Campos.

"Temos em Tupi, Iara e no Parque das Baleias entre 9,5 bilhões e 14 bilhões de barris em volume recuperável e US$ 30 bilhões em investimento. Quanto vai ser necessário para desenvolver a exploração e produção para os 5 bilhões adicionais nesse período, eu não sei, mas esse, talvez, seja um referencial relevante", disse Gabrielli.

O presidente da estatal não quis fazer estimativas para o quanto deverá ser conseguido com a capitalização da companhia. Ele destacou, contudo, que o que for conseguido com os minoritários - que é a parcela da capitalização que vai para o caixa da companhia - será importante para estabilizar o endividamento da companhia. A estatal precisará de investimentos crescentes para o desenvolvimento do pré-sal e tem como meta manter a alavancagem entre 25% e 35% no longo prazo.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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