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02/09/2009 - 09h41

Mercado futuro sugere abertura em baixa na Bovespa

SÃO PAULO - A quarta-feira pode marcar mais um dia com viés negativo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em outubro devolveu os ganhos da abertura, seguindo a divulgação de indicadores negativos nos Estados Unidos. Há pouco, o contrato apontava decréscimo de 0,71%, a 55.900 pontos.

Em Wall Street, os futuros também ganharam direção de baixa após a divulgação dos dados de emprego da ADP. A empresa que processa folhas de pagamento registrou o fechamento de 298 mil vagas no setor privado americano em agosto. O resultado ficou acima do esperado.

O dia ainda reserva as encomendas à indústria, os estoques de petróleo, a produtividade do trabalhador e a ata referente à última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Por aqui, o destaque do dia é a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), mas, independentemente da decisão, a reação só acontece amanhã, pois o resultado só é apresentado após o encerramento dos negócios. Na Europa, os índices operam em baixa pelo terceiro pregão seguido. Bancos e mineradoras lideram as vendas. Há pouco, FTSE-100, de Londres, caía 0,37%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,65%. Entre as commodities, o petróleo oscila em território positivo. No câmbio, o dólar perde para libra enquanto registrada estabilidade frente o euro. Por aqui, a moeda americana não encontra espaço para queda e, há pouco, subia 0,47%, a R$ 1,914.

Ontem, dados econômicos positivos nos EUA não foram suficientes para tirar o viés de realização de lucros dos mercados. Fora isso, o movimento de venda ganhou força conforme cresceu a preocupação com novos problemas no setor financeiro, notadamente na Europa.

Em Wall Street, bancos e seguradoras caíram de forma acentuada. Para alguns agentes externos, os papéis do setor estão sobrevalorizados. O Dow Jones caiu 1,96%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq recuaram 2,21% e 2%, respectivamente.

No Brasil, as perdas do dia foram limitadas pela recuperação nos ativos da Petrobras, mas, ainda assim, o Ibovespa cedeu 1,19%, para 55.814 pontos, fechando abaixo dos 56 mil pontos pela primeira vez em duas semanas. O giro financeiro ficou em R$ 5,35 bilhões. Na Ásia, o dia também foi de baixa, com Tóquio e Seul devolvendo 2,37% e 0,61%, respectivamente. Na China, Hong Kong perdeu 1,76%, mas Xangai destoou e teve alta de 1,16%. A valorização foi atribuída ao setor de energia, depois que o governo anunciou reajuste no preço dos combustíveis.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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