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02/09/2009 - 15h17

Para Gabrielli, gestão de portfólio no pré-sal garantirá rentabilidade

RIO - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, acredita que a companhia, como única operadora dos campos que vierem a ser licitados no pré-sal, deverá buscar uma média adequada de retorno dentro do conjunto de blocos que receber, já que em algumas regiões a empresa poderá não atingir a taxa de rentabilidade esperada.

Em teleconferência com analistas, Gabrielli fez questão de ressaltar que todas as áreas em que a empresa vier a operar no pré-sal serão economicamente viáveis, mas admitiu que a obrigação de ter pelo menos 30% em todos os campos pode levar a uma rentabilidade menor que a estimada em alguns casos.

"Na medida em que seremos operadores de todas as áreas, teremos que ter garantia de viabilidade econômica de todas as áreas, porque ninguém vai entrar em áreas que não sejam economicamente viáveis", disse Gabrielli. "Ela tem que ser economicamente viável, o que não quer dizer que remunere suficientemente todas as atividades que sejam necessárias", acrescentou.

Para o executivo, a gestão do portfólio de campos do pré-sal terá que ser eficiente para fazer com que o conjunto de campos licitados atinja uma Taxa Interna de Retorno (TIR) adequada.

"Vai ter que compensar em áreas que tenham a TIR adequada, para que tenha, na média, a rentabilidade ajustada do portfólio", destacou.

Pelas regras enviadas essa semana pelo governo ao Congresso, a Petrobras será operadora, com 30% de participação, de todos os campos que vierem a ser licitados no pré-sal dentro do novo regime de partilha de produção. Caso tenha interesse, a estatal poderá também participar do leilão, aumentando ainda mais a sua fatia no bloco.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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