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02/09/2009 - 13h47

Petrobras não crê em questionamento de valoração de petróleo

RIO - A Petrobras não acredita em possíveis questionamentos dos contratos de valoração do petróleo que terão que ser feitos para a operação de capitalização da companhia. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse que mecanismos de valoração de óleo contidos no subsolo são uma prática relativamente comum na indústria - com 41 ocorrências só no primeiro semestre - e que a adoção de práticas comuns no mundo poderão evitar futuros questionamentos.

"Não é uma coisa inédita, não é uma coisa exótica para a indústria do petróleo. Essa avaliação tende a ser mais conservadora, na medida em que há menos conhecimento sobre as áreas", ressaltou Gabrielli, em teleconferência com analistas.

O executivo admitiu que sempre há um grau importante de subjetividade nesta valoração, mas ressaltou que a adoção de uma postura mais conservadora minimiza problemas.

Já o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, ponderou que o questionamento jurídico de um contrato perfeito não condiz, segundo ele, com a tradição brasileira, inclusive no que diz respeito a todos os contratos firmados até aqui no regime de concessão da área de petróleo e gás.

"A gente raciocinar que o contrato de cessão onerosa poderá ser questionado é sair da linha de comportamento que estamos tendo no país. Acho que não cabe neste momento esse questionamento, a menos que o país mude", afirmou Barbassa.

A valoração do petróleo será feita para determinar o preço dos 5 bilhões de barris da cessão onerosa que será feita pela União para a Petrobras. O valor determinará também de quanto será o aporte da União na capitalização da estatal, de acordo com os projetos de lei enviados ao Congresso.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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