UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

03/09/2009 - 19h49

BFRE retoma plano de fazer IPO

SÃO PAULO - Depois de uma tentativa frustrada no fim de 2007, a Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) anunciou hoje a retomada do seu plano de realizar uma oferta pública primária inicial de certificados de depósitos de ações (units) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Cada unit será formada por uma ação ordinária e quatro preferenciais. O plano da companhia é listar os papéis no Nível 1 de governança corporativa da Bovespa. Credit Suisse, Itaú BBA e Santander vão coordenar a operação.

Como se trata de uma oferta inicial, a BFRE engrossa a lista de IPOs planejados para esse ano, entre os quais estão o da Cetip, Tivit, Direcional Engenharia e JBS USA. O Santander também está no grupo daqueles que farão distribuição de ações, mas trata-se, tecnicamente, de uma oferta subsequente ou follow-on.

Ainda entre as empresas já listadas, Multiplan, PDG Realty e Rossi Residencial já comunicaram decisão de acessar o mercado com venda de ações.

A BRFE atua no ramo de serviços financeiros, com foco no mercado de financiamento imobiliário. No prospecto da oferta, a empresa destaca seu papel na área de securitização de recebíveis imobiliários e na estruturação de fundos de investimento imobiliário (FII). Controlada pelo grupo Ourinvest e tendo a TPG-Axon como sócia, a companhia atua por meio de quatro subsidiárias operacionais: uma securitizadora de recebíveis, Brazilian Securities, uma companhia hipotecária, Brazilian Mortgages, uma consultoria de investimentos, Brazilian Capital, e uma empresa de financiamento imobiliário popular, BM Sua Casa.

No ano passado inteiro, a empresa teve receita financeira de R$ 173 milhões e resultado da intermediação financeira de R$ 91 milhões, sendo que o lucro foi de R$ 26,8 milhões. No primeiro semestre deste ano, a receita ficou em R$ 120 milhões, com o resultado da intermediação somando R$ 49 milhões e o lucro R$ 14 milhões.

Do total de recursos captados, 50% irão para novos financiamentos de pessoas físicas e jurídicas no mercado imobiliário e ampliação da rede de lojas da BM Sua Casa. Outros 30% serão usados para securitização de recebíveis e os 20% restantes para co-investimento em fundos imobiliários.

Entre os fatores de risco citados no balanço, a empresa menciona a variação de preços dos imóveis e também o risco de crédito dos financiamentos.

(Fernando Torres | Valor Online)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host